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Taxa de retirada de silagem

    A vedação do silo é a etapa final do processo de preparação da silagem. Uma vez vedado, o silo permanecerá armazenado a campo por um longo período e, depois de encerrada esta etapa, o mesmo estará pronto para ser fornecido aos animais.

    O correto fechamento e manejo de retirada da silagem após abertura são práticas fundamentais para reduzir perdas de massa da forragem e grantir o valor nutritivo das silagens. Mais que isso, a falta de cuidados nessas etapas podem colocar em risco todos os benefícios alcançados durante o processo de colheita e compactação do silo.

    As etapas do processo de ensilagem que vão da colheita à vedação são consideradas importantes para que a massa possa se conservar de maneira adequada. Contudo, a abertura do silo é considerada como “um grande estresse” para a silagem, pois a mesma que estava em um ambiente anaeróbio (ausência de oxigênio) e estável, passa a ter contato com o ar. No ar há presença de oxigênio e esta molécula desencadeia a oxidação de compostos que, por definição, é a transformação de um nutriente, principalmente, em água, gás carbônico e calor, processo também conhecido por deterioração aeróbia.

   Sabendo que a exposição da silagem ao oxigênio é um problema a ser enfrentado, cabe ao produtor lançar mão de técnicas que possam reduzir o fenômeno da deterioração aeróbia para que seu rebanho receba diariamente silagem sem alteração dos nutrientes.

   Um manejo simples que pode auxiliar nesse processo é avaliar a taxa de retirada de silagem (avanço do painel). Calcular esta taxa é simples e de fundamental importância na propriedade. Nas nossas condições de clima recomenda-se que a taxa seja superior a 15 cm por dia, o que significa um avanço superior a 1 metro por semana. Esta prática previne o material ensilado de ser exposto ao ar por um período de tempo suficiente que propicie a proliferação de microrganismos responsáveis pela deterioração da silagem. Os silos devem ser dimensionados para essa retirada mínima, minimizando perdas quando o silo é aberto. O acúmulo de silagem solta na base da face do silo dever ser evitado, pois esse material desensilado é especialmente vulnerável a rápida decomposição aeróbica.

   Como exemplo de cálculo da taxa de retirada: durante o consumo de silagem, sinalize onde o painel se encontra hoje. Após sete dias meça o quanto o mesmo avançou. Repita este procedimento por duas a três vezes ao longo do desabastecimento e você terá a taxa média de retirada de silagem. Caso ela seja superior a 15 cm por dia é sinal que está adequado. Se a mesma for inferior a este valor, reavalie o dimensionamento do painel para os próximos anos, adequando a quantidade de silagem diária fornecida em relação à área do painel e/ou ainda as dimensões do silo.

   O manejo pós-abertura é assunto que deve ter maior discussão e observação na propriedade, visto que as perdas nessa fase podem ser muito elevadas. Metaforizando, um silo pode ser considerado com um ser vivo, o qual, durante a exposição ao oxigênio, exige manejos diferentes e com respostas diferentes. Qualidade da silagem oferecida ao animal é de responsabilidade da propriedade, pois este alimento é, em muitos locais, o único produzido porteira adentro. Outros ingredientes que compõem a dieta dos animais, na maioria das vezes, tem origem de fora da porteira.