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Suinocultura: a volta do entusiasmo

     A suinocultura é uma atividade de grande importância na agropecuária brasileira, com destaque para os estados do sul do país. Tem um papel social importante na fixação do trabalhador no campo e na criação de empregos diretos e indiretos em toda a cadeia produtiva. Com um sistema produtivo baseado na integração vertical, demanda pelas agroindústrias, e com disponibilidade de insumos básicos para a produção, e investimentos em tecnologia, a produção de suínos no Brasil apresenta custos inferiores aos principais competidores mundiais, garantindo a competividade.

     O efetivo de suínos foi de 38,796 milhões de cabeças no ano de 2012, configurando queda no número de animais alojados de 1,3% relativamente a 2011, influenciado pela forte crise que atingiu o setor nesse período. O Brasil foi o quinto maior produtor mundial de carne de suínos, a China lidera o ranking, seguido da União Europeia e Estados Unidos.

     A participação regional foi a seguinte em 2012: Sul (49,5%), Sudeste (18,4%), Nordeste (15,1%), Centro-Oeste (13,2%) e Norte (3,8%). Maior plantel suinícola nacional, maior produtor e exportador de carne suína brasileira, maior consumo per capita do país, sede das principais cooperativas e agroindústrias instaladas no Brasil. Santa Catarina é hoje o destaque da suinocultura brasileira, respondendo por 19,3% do rebanho total do país.

     Mas não é à toa que Santa Catarina ocupa posição de destaque no cenário suinícola brasileiro. A suinocultura está enraizada na cultura do povo catarinense. A forte influência da colonização italiana e alemã, que fixou colonos em pequenas propriedades no Sul do país, possibilitou o grande desenvolvimento da suinocultura na região. A formação do complexo agroindustrial, por meio da instalação das grandes agroindústrias e cooperativas, permitiu aos suinocultores o escoamento de sua produção, sedimentando a atividade em Santa Catarina.

     Mas é comum na atividade da suinocultura as crises. Após a forte crise que atingiu o setor no período de 2011 até início de 2013, esse ano o mercado e os fatores de produção vem se comportando de forma favorável, reativando o entusiasmo de produtores. A redução dos custos de produção, especialmente dos insumos alimentares como o milho e a soja, a oferta reduzida no mercado mundial e os embargos comerciais da Rússia aos Estados Unidos e à Europa promoveram a alavancagem da suinocultura no país. O cenário positivo para a suinocultura também ganhou a contribuição de carnes concorrentes. Em vários mercados, há uma relação forte entre os preços das carnes bovina e suína e a demanda. Em vários mercados, quando o preço da carne bovina sobe, aumenta a procura pela carne suína e vice-versa. Atualmente, há uma menor oferta de carne bovina no mundo, sustentando o valor da arroba em patamares elevados, influenciando o consumo de carne suína, garantindo assim melhores vendas.

     A cadeia produtiva da suinocultura está consolidada em nosso país baseado nos sistemas de integração, semelhante ao imposto na avicultura. De um lado vantagens como renda fixa e as garantias de venda, mas a formação de preços e o processo de “escravidão” dos produtores gera preocupação. O desafio é promover sistemas baseados na sustentabilidade, incentivando práticas que atendam a questão ambiental, econômica e sobretudo social, garantindo assim o desenvolvimento de produtores e dessa importante cadeia produtiva.