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Sistemas de produção de leite

Nessa edição apresento alguns tópicos relacionados à cadeia produtiva do leite, sobretudo tratando a questão da definição dos sistemas de produção existentes. A produção leiteira estruturada em seus diferentes sistemas de produção representa uma importante atividade de inserção econômica e social. Além da ampliação dos valores monetários com um giro de renda mensal possibilitando uma organização nos caixas das propriedades, é uma ferramenta que contribui com a permanência de produtores no campo, evitando dessa forma o agravamento da questão relacionada ao êxodo rural. Essa cadeia produtiva é de suma importância para suprimento de alimentos e na geração de emprego e renda a população mundial.

Segundo a Embrapa, são definidos quatro tipos de sistemas, conforme o grau de intensificação e o nível de produtividade, e caracterizados conforme a alimentação volumosa adotada. Sistema extensivo – animais com produção de até 1.200 litros de leite por vaca ordenhada/ano (menos de 5 litros por dia), criados exclusivamente a pasto. Este sistema predomina nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, representando 89,5% dos produtores de leite do país e contribuindo com 32,8% da produção de leite nacional; Sistema semi-extensivo – animais com produção entre 1.200 e 2.000 litros de leite por vaca ordenhada/ano (5 à 15 litros por dia), criados a pasto, com suplementação volumosa na época de menor crescimento do pasto. Este sistema é praticado nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste e em algumas áreas da região Sul, representando 8,9% dos produtores e contribuindo com 37,7% da produção de leite nacional; Sistema intensivo a pasto – animais com produção entre 2.000 e 4.500 litros de leite por vaca ordenhada/ano (15 à 20 litros por dia), criados a pasto com forrageiras de alta capacidade de suporte, com suplementação volumosa na época de menor crescimento do pasto e, em alguns casos, durante o ano todo. Este sistema predomina nas Regiões Sudeste e Sul e recentemente vem aumentando sua participação devido a produtores do sistema semi-extensivo investir em melhoramento genético do rebanho e na melhoria das espécies forrageiras, sendo adotado em apenas 1,6% dos produtores, mas produzindo cerca de 25% da produção nacional; e Sistema intensivo em confinamento – animais com produção acima de 4.500 litros de leite por vaca ordenhada/ano (mais de 20 litros por dia), mantidos confinados e alimentados no cocho com forragens conservadas, como silagens e fenos. Este sistema predomina nas Regiões Sudeste e Sul, porém representa menos de 0,1% do total e contribui com 4,6% da produção nacional.

A caracterização dos sistemas de produção de leite é importante para a identificação de problemas do setor produtivo e a implementação de projetos de desenvolvimento regional, porém existem ainda grandes diferenças nos sistemas de produção no país, o que muitas vezes dificulta a adoção de políticas de incentivo ao setor. Indiferente do sistema adotado ele deve ser o mais sustentável possível, em todos os seus aspectos.