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Silagem de lavoura de milho que sofreu geada

   Nesse período de baixas temperaturas e geadas, e ainda mais em anos anteriores, é comum produtores ficarem na dúvida sobre procedimentos para ensilagem de lavouras de milho que foram comprometidas pela ocorrência de geadas.

   No primeiro dia após a geada o dano na planta de milho é identificado pela coloração verde escuro nas folhas, que em seguida passam a marrom até palha. Isto se deve pelo extravasamento do conteúdo das células que foram rompidas quando houve a formação de cristais de gelo (congelamento). Esses sintomas são mais severos nas folhas superiores, jovens e com maior teor de água. O estágio de desenvolvimento da planta na ocasião da geada irá determinar a qualidade da silagem. Quanto mais nova for a planta menor será sua qualidade, devido a menor participação de grãos, e mais difícil sua conservação, em função do maior teor de umidade.

   O elevado teor de umidade (baixa matéria seca), geralmente, é o principal fator limitante na obtenção e na conservação da silagem da lavoura de milho que sofreu geada. A ensilagem de plantas com um alto teor em água propicia um ambiente favorável para a proliferação de bactérias do gênero Clostridium que promovem fermentação indesejável, pois são um dos responsáveis pela produção de ácido butírico e a degradação de proteínas.

   Do ponto de vista prático, a regulagem da ensiladeira é um dos pontos mais importantes e que merece maior cuidado por parte dos produtores no momento da ensilagem. Geralmente, quando se corta a lavoura mais verde é muito comum ocorrer o entupimento do tubo de descarga da forrageira (embuchar). Isso ocorre porque as facas não estão afiadas e a regulagem de tamanho de corte está entre 3,5 ou 5mm (a que se usa sempre). O produtor pode até aumentar a regulagem de corte (7mm), e é fundamental afiar as facas com mais frequência.

   Embora o ponto de corte recomendado para o milho que sofreu geada seja, pelo menos, acima de 30% de MS, em algumas situações o produtor eventualmente precisa colher a lavoura com maiores teores de umidade (menos de 25% de MS). Nesse caso o mais recomendável seria o uso de produtos com a finalidade de se elevar os teores de matéria seca da silagem para níveis onde o processo de fermentação ocorra de maneira mais eficiente. Estes produtos também podem melhorar o valor nutritivo da silagem (fontes de energia e/ou proteína), seu consumo e digestibilidade pelos animais.

   O valor nutritivo da silagem que sofreu geada varia em função do estágio de desenvolvimento que se encontra a lavoura. Na prática tem-se que quanto mais nova estiver a planta maiores serão os teores de fibra e menores os teores de energia (NDT). Recomenda-se que seja feita uma análise bromatológica.

   Seguindo essas recomendações na ensilagem da lavoura de milho que sofreu geada o produtor poderá empregá-la na alimentação de seus animais. Porém o valor nutritivo é menor quando comparado a um milho normal, então a melhor dica para a próxima safra ainda é plantar mais cedo a lavoura de milho e garantir o sucesso na ensilagem.