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Semana da Pecuária

   Enquanto os preços do leite e da arroba do boi gordo tiveram valorização nesta semana, a situação de frangos e suínos tiveram deterioração.  Confira a repercussão nos mercados de boi, leite, suíno e frango.

   Boi gordo – As cotações do boi gordo estão em níveis recordes. O Centro de Estudo Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apurou que o preço máximo dos animais está em R$ 150 a arroba. Considerando a média de negócios por dia, os preços estão próximos do nível máximo, atingido em novembro de 2014 (R$ 147,79). Segundo especialistas, a valorização da arroba do boi gordo está sendo provocada pela menor oferta de animais e a retração dos produtores diante dos altos patamares de preços de reposição. A queda de 4,1% no preço da carne no atacado, provocada pelo ritmo lento de consumo, não deve reverter o cenário de expansão da arroba do boi gordo.

   Leite – O preço do leite registra desvalorização de 12% desde abril do ano passado, puxado pela maior oferta e pelos escândalos de adulteração. Contudo, a perspectiva é de reversão desta tendência ao longo deste ano. Em fevereiro, os preços pagos ao produtor ficaram em R$ 0,92 pelo litro, de acordo com a Associação Brasileira dos Produtores de Leite, a Leite Brasil. Em Santa Catarina os preços começaram a reagir, os produtores receberam 6,26% a mais dos laticínios em março, na comparação com o mês passado. O leite padrão subiu de R$ 0,78 em fevereiro para R$ 0,83 projetado para esse mês. Conforme o Conseleite, uma conjugação de vários fatores como o fim do verão, a volta às aulas na rede pública e privada, a sazonal redução da oferta e o natural aumento do consumo puxaram os preços para cima.

   Frango – Os preços da carne de frango continuaram com recuo no mercado interno, levando os produtores a aproveitarem a valorização do dólar para exportar, embora o volume embarcado ainda esteja abaixo do registrado em 2014. Mesmo com a queda recente dos preços, a expectativa é de que a indústria seja favorecida neste ano pelos custos mais baixos de produção, as cotações elevadas de proteínas concorrentes e a alta do dólar.

   Suínos – O preço médio da carne suína recuou neste mês em Santa Catarina, na comparação com o mesmo período do ano passado, diante da demanda enfraquecida do mercado, mesmo com os preços mais baratos em relação aos concorrentes. As vendas ao exterior estão baixas neste primeiro trimestre, segundo dados do Cepea.  A situação poderá se agravar com a decisão da Rússia de restringir a importação de carnes de oito frigoríficos brasileiros.

   De acordo com o estudo da CNA (Confederação Nacional da Agricultura), o valor bruto da produção pecuária brasileira deve atingir R$ 174,1 bilhões em 2015, o que representa aumento de 2,8% no faturamento em relação a 2014.

   O faturamento do setor de carne bovina está estimado em R$ 87,2 bilhões, apresentando um crescimento de 11% quando comparado com o ano anterior (R$ 78,6 bilhões). Na suinocultura, a elevação dos preços também impulsiona o faturamento bruto, que pode alcançar R$ 14,6 bilhões, crescimento de 5,6% (R$ 13,9 bilhões em 2014).

   Para a avicultura, o valor bruto poderá recuar 1%, atingindo R$ 30,8 bilhões, o que é reflexo da queda dos preços, frente à elevação da produção de frango. No leite, a CNA estima recuo de 12,2% no valor bruto da produção, principalmente em razão da queda dos preços, de R$ 37,8 bilhões para R$ 33,2 bilhões.