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Produção de trigo no Brasil

     No dia 10 de novembro foi comemorado o dia do Trigo no Brasil, que é o segundo tipo de cereal mais cultivado em todo mundo, além de ser considerado alimento básico para fazer diversos outros, como a farinha, por exemplo. No Brasil, ele já era conhecido desde a chegada dos colonizadores portugueses, com relatos de que a planta havia sido trazida na bagagem dos navios de Martim Afonso de Souza e desembarcado na capitania de São Vicente em 1534. Mas nem a teimosia nem a reconhecida perícia dos agricultores lusitanos conseguiram vencer o clima quente, e o trigo precisou esperar muito tempo até frequentar as melhores mesas com fartura.

     Embora tenha sido levado para o Sul, onde se aclimatou um pouco melhor, o trigo, ainda assim, foi um estranho no país, ainda mais quando, no século 18, as plantações foram atacadas por ferrugem, uma doença causada por fungos. Depois de quase sumir do mapa, ele voltou a fazer parte do cardápio após os primeiros imigrantes alemães e italianos se instalarem na região.

     A partir de 1940, a cultura começou a se expandir comercialmente no Rio Grande do Sul e no Paraná, mas continuou não sendo uma planta de fácil adaptação. Tanto que, desde aquela época, tem passado por diversos altos e baixos, diferentemente da Argentina, onde as condições de solo e clima permitem aos produtores obter boas colheitas com custos mais baixos. Mesmo assim, por meio de pesquisas com as sementes, se conseguiu aumentar a área plantada e o rendimento.

     No Brasil, o trigo é cultivado nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A produção recebe reforço sistemático dos órgãos de governo, uma vez que as condições climáticas são desfavoráveis à cultura. A safra que vem sendo colhida nesse período promete ser a maior da história do país, sendo superior as 7 milhões de toneladas, em área 14,2% superior à do ano passado.

     Embora esse recorde de produção, o Brasil não é autossuficiente na produção do cereal, pois o consumo é superior a 12 milhões de toneladas. Essa baixa produção e baixo interesse no setor se dá em função de adversidades climáticas. Na fase de plantio até a pré-colheita, os problemas que mais afetam o trigo são o excesso de umidade relativa do ar nos meses de setembro e outubro, a ocorrência de geadas na fase de espigamento e de chuvas na colheita, além de competição com plantas invasoras e/ou pelo ataque de pragas e doenças.

      Embora os preços praticados nessa safra sejam inferiores aos da safra passada, no último mês as cotações do trigo voltaram a registrar altas no mercado. A elevação foi motivada pelos reajustes do trigo no mercado internacional – em função da demanda firme e de problemas climáticos em alguns países, como Estados Unidos e Rússia. Além disso, também houve influência do contexto nacional com estimativas de redução da oferta de trigo de boa qualidade e ainda intervenção do governo via leilões de Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor), mas a safra não é considerada boa pelos produtores.

      O dia 10 de novembro se faz uma data importante, para lembrar que o trigo é uma das bases da alimentação brasileira e precisamos incentivar a produção nacional e seu consumo. Para continuarmos produzindo com a qualidade que o mercado requer, e também aumentarmos a produtividade e a lucratividade necessitamos de uma política de longo prazo que traga segurança à produção e garanta renda.