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Produção de Silagens Mistas

Frequentemente ocorrem muitas discussões sobre a possibilidade e quais seriam os ganhos quando silagens mistas (associação de duas ou mais culturas) são produzidas. Esta é uma prática que foi divulgada há muitos anos (década de 70) e, no passado, a associação entre milho e soja era a mais praticada. Neste último caso, a principal justificativa utilizada era opção por aumentar a concentração de proteína bruta da silagem por meio das plantas de soja. É importante ressaltar que as principais culturas utilizadas para a produção de silagem no Brasil (milho, sorgo, cana-de-açúcar e capins tropicais) são fontes de energia.

A proteína bruta que irá compor a dieta dos animais, na maioria das situações, será fornecida por meio de um concentrado proteico. Outros países são dependentes de proteína oriunda de plantas, como ocorre com o cultivo de alfafa; porém, esse não é o modelo de produção mais utilizado nas propriedades zootécnicas brasileiras. A associação entre plantas com baixa e alta concentração de proteína pode ser praticada por aqui, mas este cenário é mais difícil para pequenos produtores, os quais possuem menos recursos financeiros para a compra de concentrado e ainda conseguem ter maior controle do estágio de desenvolvimento das culturas (produzem em menor escala), fator que se torna decisivo para a produção de silagens mistas e que será discutido a seguir.

Atualmente, alguns produtores e técnicos também citam opções como cana-de-açúcar com capim, cana-de-açúcar com milho, sorgo com milho e outras. Nestes casos não vejo justificativa para tais associações. Na realidade, estas associações levam a uma maior dificuldade do ponto de vista de manejo, pois a ensilagem de uma só cultura é complexo, imaginem a associação. É raro duas culturas atingirem o ponto ideal de colheita na mesma época. Então, quando a mistura ocorre uma das culturas estará jovem ou em estágio avançado de maturidade, o que trará consequências negativas para a conservação da massa e sobre o valor nutritivo da silagem. Além das consequências negativas apontadas anteriormente, a colheita e a homogeneização das culturas também se tornarão complexas. Portanto, a recomendação é que cada cultura, principalmente as gramíneas, seja ensilada isoladamente.

Há situações em que a mistura ocorrerá de maneira natural. Por exemplo, o milho é uma espécie muito cultivada para a recuperação de pastos degradados (sistemas integrados). Quando este estiver apto para ser colhido, o capim estará em desenvolvimento avançado e, desse modo, haverá mistura desta forrageira com o milho, o que se torna justificável.

 

Fonte: Milkpoint, 2015.