Pinhalzinho

25º

11º

Maravilha

27º

11º

São Miguel do Oeste

27º

11º

Chapecó

25º

12º

Produção de fumo no Brasil

Iniciando mais um período de colheita de safra de fumo, apresento nessa edição uma abordagem dessa importante cadeia produtiva e alertando para os possíveis caminhos a serem seguidos no futuro pelos fumicultores.

A produção de fumo continua sendo uma atividade agrícola relevante no Brasil.  De acordo com a Afubra (Associação dos Fumicultores do Brasil), a produção anual de todos os tipos de folhas de fumo foi de aproximadamente 731 mil toneladas na safra 2012/13. A maior parte da produção de fumo se dá nos estados do Sul - com 97,4%. Os 2,6% restantes são produzidos nos estados da Bahia e Alagoas. Estima-se que a produção de fumo seja a fonte de renda de cerca de 180 mil famílias nesses estados. O Brasil é o segundo maior país produtor e o maior exportador de fumo do mundo.

Embora apenas 0,3% da área cultivável do mundo seja utilizada pelas plantações de tabaco, ele é um importante elemento na agroindústria de muitos países e cria mais empregos por hectare cultivado do que qualquer outra cultura. Um dos principais atrativos para os fumicultores é a estabilidade de preços e a maior rentabilidade por área cultivada, além de propiciar alto valor agregado às pequenas propriedades.

Porém, o que visualizamos hoje é certa preocupação em relação a essa cadeia produtiva, tanto relacionada à questão ambiental, social e de saúde pública. Tanto é que em 2005 foi assinada pelo Brasil, a Convenção-Quadro para Controle do Tabaco (CQCT), sendo o primeiro tratado internacional de saúde pública, negociado por 192 países, fixando padrões internacionais para o controle do tabaco, prevendo a adoção de medidas relacionadas à propaganda e patrocínio, política de impostos e preços, rotulagem, ao comércio ilícito, ao tabagismo passivo e a dependência da nicotina, além de mudanças na forma de produção e apoio à diversificação.

Ainda nesse intuito de mudanças propostas pela CQCT, é criado em 2005 pelo governo brasileiro, o Programa Nacional de Diversificação em Áreas cultivadas com Tabaco, baseado nos princípios do desenvolvimento sustentável, segurança alimentar, diversificação produtiva e participação social, atuando na qualificação do processo de produção e de desenvolvimento nas áreas de fumicultura, assim como na perspectiva da produção ecológica, mediante a redução do uso de agrotóxicos.

Assim, no médio prazo propõem-se alternativas produtivas com rendas equivalentes àquela proporcionada pela fumicultura, com sistemas de integração que propiciam aos produtores facilidade de acesso ao crédito, garantia de preço e comercialização, assistência técnica, enfim características que estão presentes no sistema de integração do fumo e que são incentivos para a manutenção dos produtores na atividade, buscando-se atividades mais sustentáveis.