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Produção de biodiesel no Brasil

    O mundo produz hoje muito menos biodiesel do que etanol, mas ao contrário do álcool, cuja produção está concentrada no Brasil e nos EUA, a fabricação de biodiesel está distribuída por diversos países pelo mundo, com legislação própria e estratégia comercial definida em cada um deles. Essa proliferação pelos continentes facilita a entrada do produto na lista de commodities mundiais, favorecendo o desenvolvimento de seu mercado em uma escala global.

    O biodiesel é um biocombustível feito a partir de plantas (óleos vegetais) ou de animais (gordura animal) com a finalidade de substituir o óleo diesel usado em caminhões, ônibus e máquinas agrícolas. Com a rápida evolução do seu Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), o Brasil está bem posicionado no cenário mundial. O país encontra-se em uma região geográfica muito privilegiada, pois é um país tropical, com muita luminosidade, com uma boa temperatura média e muitos recursos hídricos que originam as mais variadas espécies vegetais que podem ser usadas para a produção de biodiesel, como o óleo de girassol, canola, de amendoim, de mamona, de soja, de milho, de dendê ou palma, entre outros.

    Atualmente, a maior parte do biodiesel produzido pelo Brasil vem da soja. Apesar de a soja possuir um dos menores teores de óleo por peso, ela apresenta outras vantagens para o seu cultivo, como o rápido retorno de investimento, pois o objetivo principal de seu plantio é a obtenção de ração animal. Além disso, ela pode ser armazenada por longos períodos de tempo, tem crescimento relativamente rápido e seu uso não é restrito a climas quentes ou frios.

    Nessa temporada, pelo menos 16 milhões de toneladas da safra brasileira de soja serão direcionadas à produção de biodiesel. O combustível limpo, verde e renovável ganha espaço na composição com o diesel comum e a partir de novembro de 2014 deve representar 7% da mistura. A demanda adicionada em dois pontos porcentuais sob os atuais 5%, vai consumir entre 15% e 20% da produção nacional de soja estimada para o ciclo 2014/15, em volume suficiente para processar 4,3 bilhões de litros de biodiesel.

    Como vantagens esse combustível renovável permite a economia de divisas com a importação de petróleo e óleo diesel e também reduz a poluição ambiental, além de gerar alternativas de empregos em áreas geográficas menos atraentes para outras atividades econômicas e, assim, promover a inclusão social.

    Destaca-se também a rápida evolução da capacidade industrial de produção de biodiesel. No final de 2011, 56 unidades estavam autorizadas a produzir e a comercializar o biocombustível, com uma capacidade nominal total de 6 bilhões de litros/ano. A participação de pequenos agricultores também é relevante. Dessa capacidade industrial, cerca de 78% (4,7 bilhões de litros/ano) são provenientes de usinas detentoras do Selo Combustível Social, um certificado fornecido pelo governo às unidades produtoras que atendem aos requisitos de inclusão da agricultura familiar na cadeia produtiva do biodiesel.

     Em 10 anos do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB) a mistura terá passado de 2% para 7%. Parece pouco, mas quem vinha consumindo quase que sem critérios nossas reservas fósseis, caras e finitas, o Brasil consolida de fato sua opção por uma nova fonte de energia, altamente sustentável e fruto de uma vocação natural do país, no caso, a agropecuária.