Pinhalzinho

25º

11º

Maravilha

27º

11º

São Miguel do Oeste

27º

11º

Chapecó

25º

12º

Pré-secado ou Silagem pré-secada

    A silagem e o feno são duas alternativas de métodos de conservação de forragens para o período de inverno bastante conhecidas e utilizadas pelos pecuaristas. Recentemente surgiu em nosso meio uma alternativa intermediária entre estes dois métodos denominada simplesmente de "pré-secado" ou de "silagem pré-secada".

   Denomina-se Pré-secado quando o material a ser armazenado obtenha um teor de matéria seca (MS) de no mínimo 30%. A técnica da pré-secagem possibilita a ensilagem de plantas forrageiras com baixo teor de MS, num processo razoavelmente simples onde fermentações indesejáveis são controladas através da diminuição da atividade de água ou elevação da pressão osmótica. Tradicionalmente, o milho e o sorgo eram as únicas plantas a serem ensiladas. Porém, hoje, também têm sido utilizadas para silagem pré-secada: azevém, triticale, aveia, centeio, cevada, alfafa, gramíneas do gênero Cynodon, tais como: “coast-cross” e “tiftons” e dos gêneros Panicum (“colonião”) e Pennisetum (“Capim elefante”).

   Essa alternativa é bastante interessante do ponto de vista técnico, pois permite reduzir os riscos de incidência de chuvas sobre o material cortado no campo durante a fase de secagem, pois dependendo das condições climáticas e das características morfológicas da planta forrageira esse período não é superior a 5 horas de duração. Quem produz feno sabe que esse curto período de tempo é uma vantagem prática muito grande. A silagem pré-secada, quando adequadamente obtida, apresenta elevado valor nutritivo, sendo comum valor entre 10% a 16% de proteína bruta (%MS), dependendo do material de origem utilizado.

   O processo de produção é semelhante ao feno, porém após o material ser enfardado, é necessário envolvê-lo com um filme plástico para que a condição interna do fardo seja de anaerobiose (ausência de oxigênio) e, portanto, haja uma fermentação similar à encontrada nos silos quando são produzidos silagens convencionais de milho, sorgo, etc. No entanto, em silagens convencionais o teor de MS ideal está entre 30 a 35%, abaixo dos valores normalmente encontrados em materiais pré-secados.

   Contudo, como qualquer outra técnica, a produção de pré-secados possui as suas limitações. A primeira delas é o uso excessivo de plástico no meio agropecuário, pois são necessários 5,5 kg desse material para revestir uma tonelada de MS de silagem, enquanto em silos horizontais (trincheira, superfície) utiliza-se, em média, 1,3 kg de plástico/t MS de silagem estocada. Outra limitação é quanto à logística dos fardos durante a produção e estocagem dos mesmos, alguns dos principais entraves seriam o peso e o número de fardos a serem manipulados. Além do custo de produção ser um pouco maior, quando comparado a silagem de milho ou sorgo.

   Como toda técnica nova, deve ser sempre avaliada com cuidado para que a relação custo: benefício não seja desfavorável. Porém, fica evidente que o uso de plantas forrageiras destinadas ao processo de pré-secagem permite a obtenção de silagem de alta qualidade e torna-se uma opção para alimentar rebanhos bovinos em períodos de maior escassez de alimentos.