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Por que proteger as raízes do milho?

Todo agricultor ou profissional técnico considera o sistema radicular do milho um órgão muito importante para o sucesso da sua lavoura. Entretanto, poucos sabem como as raízes se desenvolvem, ou mesmo, como funciona este órgão tão importante que representa mais de um terço da planta.

O sistema radicular do milho apresenta inúmeras funções ao longo de todo o ciclo. Na fase final da cultura, por exemplo, pode assumir o papel de remobilizar reservas para auxiliar no enchimento dos grãos, permitindo maior peso. Mas dentre os principais papéis das raízes, salientamos a ancoragem das plantas, a aquisição de água e nutrientes, e a síntese de hormônios. É isso mesmo! A síntese de hormônios é bastante importante para o crescimento normal das plantas e sua tolerância a estresses.

A sustentação e ancoragem das plantas determina principalmente o desenvolvimento de raízes mais grossas e lignificadas. Elas apresentam maior desenvolvimento a partir da emissão das 12 folhas das plantas. Entretanto um dos grandes paradoxos no sistema radicular é de que quanto mais grossas forem as raízes, maior a sustentação das plantas, porém, menor é sua eficiência na absorção de água e de nutrientes. As raízes mais finas (abaixo de 0,2 mm de diâmetro), sãos as mais fisiologicamente ativas.

A absorção de água e nutrientes no milho envolve três fatores: do volume e distribuição do sistema radicular, da sua eficiência fisiológica e da dinâmica de dos nutrientes no solo. Com relação a eficiência fisiológica, raízes mais novas, finas e menos lignificadas são as mais eficientes. A quantidade dessas raízes pode determinar um maior aproveitamento de água e de nutrientes. Esse é um dos maiores benefícios alcançados com a proteção das raízes.

Quanto a dinâmica dos nutrientes no solo, os principais mecanismos de suprimento são: interceptação radicular associada ao continuo crescimento das raízes, a movimentação dos nutrientes solubilizados na água presente no solo e ao pequeno movimento de difusão dos nutrientes em função das variações de concentração em que os nutrientes se encontram no solo. Dependendo do nutriente, um destes mecanismos assume maior importância, mas dentre todos, a movimentação via solução do solo é a mais expressiva.

Os hormônios regulam e direcionam o crescimento e desenvolvimento das plantas. Estas substâncias apresentam alta mobilidade e, mesmo em baixas, atuam de forma significativa no metabolismo das plantas, impactando na produção e na sua proteção em condições de estresses. No entanto, pouca gente sabe que na extremidade das raízes são sintetizadas naturalmente quantidades significativas de hormônios que irão atuar no crescimento das plantas e nos mecanismos relacionados com a tolerância a seca.

O fato é que a proteção das raízes é uma medida importante para os agricultores que buscam minimizar perdas decorrentes da seca, como também explorar ao máximo os nutrientes da água presente no solo. Recursos estes cada vez mais caros e escassos. Na prática, a proteção das raízes pode trazer ganhos em cerca de 8-10%, especialmente em condições de seca que normalmente são pouco previsíveis.