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O Desafio de Alimentar o Mundo

A humanidade continuamente desenvolve e incorpora técnicas de produção, conservação e armazenamento de mantimentos. Apesar disso, o desafio do setor de produção de alimentos é hoje ainda maior, uma vez que temos que produzir mais em menos tempo. De acordo com estudo da FAO, só no setor de produção de alimentos de origem animal, a demanda deverá aumentar em 60% até 2050.

Para satisfazer essa demanda, a expectativa é que a produção mundial deve chegar a 22 bilhões de aves, 1 bilhão de porcos, 1,6 bilhões de bovinos e búfalos, 2 bilhões de ovelhas e cabras. Por isso, o setor está sob pressão significativa para melhorar suas técnicas de produção e de alimentação para esses animais, que garantam a produção em larga escala, mantendo a sustentabilidade do planeta.

Um dos principais passos que a humanidade tem que dar nessa direção é entender que a solução não virá com uma única fonte ou uma única área do conhecimento. Será necessário um esforço multi e interdisciplinar que, entre tantas iniciativas, também envolve o aprimoramento de pesquisas genéticas de espécies animais e de plantas para otimizar a produção.

Outro ponto que precisa de atenção é a necessidade de melhorar a qualidade do forrageamento e da ração para animais sob criação. Além de nutritiva e que permita o melhor aproveitamento dos nutrientes, precisa ainda garantir a diminuição da emissão de gases do efeito estufa pelos animais no processo de digestão, tornando a cadeia de produção de proteína mais limpa e sustentável. Isso deve ser feito sem perder de vista a necessidade de garantir a qualidade desses produtos para o consumo da população, que cada vez mais leva em conta o impacto na saúde e bem-estar.

Espécies de plantas nativas com elevado valor energético e nutritivo para alimentação de animais se constituem numa alternativa ainda pouco explorada. Além de algumas espécies serem perfeitas para uso como suplemento alimentar, também podem contribuir para expandir a produção em regiões pouco exploradas para este fim, como o semiárido brasileiro e as regiões mais áridas da África, por exemplo. Esta iniciativa é uma importante forma de aproveitar as potencialidades locais, diversificar as áreas produtoras e as espécies produzidas.

Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), indica que 795 milhões de pessoas ainda passam fome no mundo. O continente Africano ainda é a região do mundo que exige mais atenção. Cerca de 23,2% da população está subalimentada, o que representa 220 milhões de pessoas. Produzir alimento para enfrentar esse desafio é vital, principalmente porque essa situação pode se agravar em face das mudanças climáticas.

Neste sentido, é preciso usar a ciência cada vez mais, unindo informações científicas à capacidade produtiva da indústria para baratear o acesso às tecnologias de última geração. Além disso, é necessário garantir os alimentos na mesa de todos.