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Mulheres no Campo

     Em muitos dos municípios brasileiros e não é diferente na região Oeste de Santa Catarina, as atividades agropecuárias são o coração da economia e dela depende o sustento da grande maioria da população. E nessas atividades a agricultura familiar ocupa importante espaço.

     E essa vida no campo serve de cenário para a batalha diária de muitas mulheres de fibra que, juntamente com suas famílias, arregaçam as mangas de sol a sol para garantir o sustento. Mesmo não vivendo intensamente a agitação dos centros urbanos, essas mulheres também são fruto do seu tempo. O tipo da agricultora está perdendo as forças diariamente, dando lugar para um perfil interessante: o da mulher que ainda carrega costumes e crenças antigas, típicas de quem vive no campo, mesclado com o avanço conquistado pela mulher moderna, que se traduz num maior respeito por suas opiniões e pela participação na tomada de decisões.

     Um recente estudo divulgado pela FAO aponta que a porcentagem de mulheres responsáveis por atividades agropecuárias na América Latina e Caribe tem crescido nos últimos anos, embora suas terras tendam a ser menores, de menor qualidade e de terem menor acesso ao crédito, assistência técnica e capacitação. No Brasil de cada 100 agricultores, 13 são mulheres, ou seja, 13% das propriedades rurais são coordenadas por mulheres. Esse número é expressivo, visto que ainda hoje as mulheres sofrem de preconceito e enfrentam problemas relacionados à propriedade da terra.

     Essa diferença está historicamente relacionada a fatores como a preferência masculina na herança, os privilégios dos homens no casamento, a tendência de favorecimento dos homens na distribuição da terra por parte das comunidades camponesas e indígenas e também nos programas estatais de redistribuição, assim como as questões de gênero no mercado de terras. Em geral, a herança constitui a forma principal pela qual as mulheres obtém a propriedade da terra, enquanto para os homens tem mais importância o mercado, a compra.

     Além desses obstáculos, também existe o fator  da preocupação domiciliar, que quase nunca é dividida com os homens, onde as mulheres sobrecarregam-se e acabam tendo que escolher uma vida dupla com responsabilidades maiores.

     Com uma nova visão sobre as suas perspectivas de vida, consumo sustentável e de empreendedorismo, as mulheres passaram a reagir a essa regra, mostrando que possuem interesse em mudar essa realidade, através da sua força de trabalho e determinação. Possuem também uma noção sobre a sua importância para o fator econômico na área rural, pois contribuem para a renda da família e para o desenvolvimento das comunidades. Soluções ainda estão a ser questionadas, sugeridas e implementadas dentro do meio rural, para que a participação feminina cresça ainda mais, apesar de já se obter avanços importantes para essa parcela de destaque em nosso meio.