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Máquinas Agrícolas

    A Agrishow, feira realizada entre o final de abril e o início de maio, em Ribeirão Preto (SP), comprovou que realmente é um dos principais termômetros do agronegócio brasileiro. A queda de 30% no movimento financeiro da feira neste ano mostra que os produtores rurais, mesmo capitalizados, estão com receio de investir na compra de equipamentos zero. Entre os motivos estão a alta das taxas de juros dos financiamentos e, principalmente, o receio em relação aos rumos da economia.

O boom nas vendas nos últimos anos, em condições que favoreceram a renovação da frota, também pesa nos números atuais. De 2011 a 2013, a venda para o mercado interno foi acima da média e foi também um período de intenso financiamento de máquinas a taxas baixas. Conforme levantamento dos fabricantes, o auge das vendas de máquinas agrícolas no Brasil ocorreu em 2013, quando quase 83 mil equipamentos foram comercializados. Passado isso, a retração de 30% sentida em 2014 foi considerada uma fase natural de estabilização.

E quem comprou máquinas nos últimos períodos, hoje dispõe de tecnologia de ponta, o que permite adiar as novas aquisições, sem risco de prejuízos, e apostar na manutenção da frota e em peças de reposição.

Máquinas agrícolas como tratores podem durar, em média, entre 10 mil e 15 mil horas, dependendo da cultura e da intensidade de uso, influenciando no momento de manutenção ou de troca. “O que não pode é tomar as decisões baseadas no que seu vizinho faz. Cada situação é única, variando de acordo com o que acontece dentro da porteira”, aconselha Marcos Milan, da Esalq/USP.

“A assistência correta depende também do humor do mercado: se a coisa está boa, a máquina roda até quebrar. Se não está, faz manutenção para não precisar comprar uma nova. Quanto mais usar a máquina, menos custo fixo ele vai ter de pagar. Se não usar até o fim, pode depreciar o produto”, explica José Paulo Molin, da Esalq/USP.

Para saber quando e o que fazer com o equipamento, indica-se: seguir o manual do fabricante, que prevê as datas de manutenção de acordo com as horas de uso (igual à quilometragem de carros); e ter uma caderneta para controle das despesas com consertos, datas de revisão, gastos com combustível, entre outros dados.

Considerar a troca definitiva da máquina também requer planejamento. O chamado “ponto de troca” depende de diversos fatores, mas basicamente é resultado da comparação entre gasto com manutenção e o preço de uma máquina nova. Há um cálculo relativamente simples. Quando o valor de manutenção fica alto demais ou chega a 100% do preço de um novo, é preciso considerar uma máquina nova. A troca também depende da disponibilidade de financiamento: se for a baixo custo, pode ser que seja viável trocar, mas é preciso pôr na ponta do lápis.

Fonte: Globo Rural, 2016.