Pinhalzinho

32º

21º

Maravilha

31º

21º

São Miguel do Oeste

31º

21º

Chapecó

31º

19º

Mais lento, mais eficiente

As semeadoras são classificadas em dois tipos principais conforme a forma de distribuição das sementes, podendo ser de precisão para semeadura de grãos graúdos como soja e milho, ou de fluxo contínuo para semearem sementes miúdas como trigo, sorgo e milheto. A grande diferença entre os dois tipos de semeadoras é que a de precisão distribui as sementes em intervalos regulares entre elas e com espaçamento maior entre linhas, utilizando dosadores dos tipos discos horizontais ou dosadores a vácuo. As semeadoras de fluxo contínuo distribuem as sementes no sulco de forma contínua e são utilizadas principalmente para culturas que requerem menores espaçamentos entre sementes e entre linhas, culturas com elevada taxa de dosagem por metro de linha. Para esta forma de trabalho as semeadoras utilizam principalmente mecanismo dosador dos tipos rotor acanalado.

Na operação de semeadura diversos fatores interferem no sucesso da cultura. Devido às diversas mudanças climáticas e a situação de mercado dos grãos em função da época de colheita, o período de tempo disponível para plantio da safra e safrinha tem ficado cada vez mais curtos, obrigando a operação de semeadura ser realizada em muitas vezes com excessos de velocidade, um dos principais fatores para falhas na distribuição das sementes, profundidade inadequada, estande incorreto de plantas e perdas na produtividade da lavoura.

Além da velocidade, outros fatores como danos mecânicos nas sementes são decisivos para se alcançar o estande ideal de plantas. Dentre outras formas de se possibilitar danos mecânicos nas sementes podemos considerar as operações mecanizadas.

Estudo realizado pelo Grupo de Plantio Direto da Faculdade de Ciências Agronômicas de Botucatu (SP) mostrou que o aumento da velocidade de operação de 4km/h até 10 km/h reduz significativamente a média de sementes depositadas. A diferença entre as médias de deposição de 4 km/h para 7 km/h é de 8,8 %, e para 10 km/h é 13,3%, quantidades consideráveis para ocasionar a redução do estande de plantas e a produtividade da cultura.

O fator velocidade também é razão para ocorrência de danos mecânicos nas sementes, o crescente aumento da velocidade de operação também proporciona aumento na porcentagem de danos nas sementes. Como a germinação das sementes é, entre outros fatores, dependente de sua integridade física, os danos mecânicos proporcionados pelo aumento da velocidade de semeadura provocam a redução na germinação das sementes.

Os resultados do trabalho de pesquisa deixam claro que o excesso de velocidade na operação de semeadura afeta a qualidade, sendo razão primária para falhas na quantidade de sementes depositadas, aumento de danos mecânicos nas sementes e redução da germinação. O resultado final na lavoura é observado por estande reduzido de plantas, produção comprometida e elevação dos custos.