Pinhalzinho

32º

22º

Maravilha

28º

22º

São Miguel do Oeste

28º

22º

Chapecó

29º

19º

Fertilizantes e Corretivos

   Dando sequência ao tema sobre fertilizantes e corretivos, essa semana escrevo sobre os corretivos agrícolas. A acidez do solo é um dos principais fatores que limitam a produção agrícola mundial. No Brasil os solos ácidos se distribuem ao longo de todo território, alcançando 74% de solos ácidos nas região Norte e Centro-Oeste, na região Sul esse percentual chega a 57% dos solos. Os solos podem ser naturalmente ácidos pela própria constituição do material de origem, ou podem tornar-se ácidos nas regiões em que a precipitação pluvial é maior que a evapotranspiração, causando a lixiviação de bases no perfil do solo. Por isso o uso de corretivos agrícolas é de suma importância.

   Corretivos da acidez dos solos são produtos capazes de neutralizar (diminuir ou eliminar) a acidez dos solos e ainda distribuir nutrientes vegetais ao solo, principalmente cálcio e magnésio. A acidez de um solo é devida à presença de H+ livres, gerados por componentes ácidos presentes no solo (ácidos orgânicos, fertilizantes nitrogenados, etc.). A neutralização da acidez consiste em neutralizar os H+, o que é feito pelo ânion OH-. Portanto, os corretivos de acidez devem ter componentes básicos para gerar OH- e promover a neutralização.

   Atualmente existem diversos tipos de corretivos de acidez, citando o calcário, cal virgem agrícola, cal hidratada agrícola ou cal extinta, calcário calcinado, escória básica de siderurgia e carbonato de cálcio. O mais usado é o calcário, que é um produto obtido pela moagem da rocha calcária. Seus constituintes são o carbonato de cálcio (CaCO3) e o carbonato de magnésio (MgCO3). Em função do teor de MgCO3, os calcários são classificados em: calcíticos, com teor de MgCO3 inferior a 10%; magnesianos, com teor mediano de MgCO3 entre 10% e 25%; e dolomíticos, com teor de MgCO3 acima de 25%. O gesso (CaSO4.2H2O) não é corretivo de acidez; isto porque embora o sulfato (SO42-) seja uma base química, sua força é extremamente pequena, essa força é quase nula, de nenhuma efetividade prática; O gesso é classificado como condicionador de solo.

   Qualquer rocha classificada como calcário ou mármore é fonte para a obtenção de corretivos de acidez, portanto as reservas brasileiras de calcário agrícola são efetivamente as mesmas reservas brasileiras de calcário. Atualmente o somatório das reservas medidas, indicadas e inferidas, de calcário é da ordem de 100 bilhões de toneladas, mas por questões legais de licenciamento esse valor reduz bastante.

   O sucesso da prática de calagem depende fundamentalmente de três fatores: da dosagem adequada, do produto, ou melhor, das características do corretivo utilizado e da aplicação correta. A dosagem adequada é estabelecida com base na análise de solos, sobre a qual se aplica um critério técnico de recomendação. Finalmente, com escolha da dosagem adequada e corretivos mais convenientes, os efeitos benéficos podem ser total ou parcialmente comprometidos por uma aplicação mal feita, o que, é bastante comum. E por aplicação bem feita entende-se distribuição e incorporação do produto ao solo bem executados. Essas práticas combinadas garantem o sucesso da correção e dessa forma permitindo produtividades elevadas das culturas.