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Estresse calórico em gado leiteiro

    O resfriamento de vacas leiteiras no verão, melhora a eficiência da produção, a rentabilidade da propriedade, o bem estar das vacas e a conservação do meio ambiente.

    A zona de conforto térmico das vacas leiteiras oscila entre -5°C a 22°C. O estresse térmico é uma condição fisiológica e de comportamento, que surge da incapacidade da vaca de perder todo calor que produz em seu metabolismo. A incapacidade de perda do calor para o meio ambiente causa à ativação de mecanismos de defesa, para reduzir a produção e também aumentar a perda. Nos dois casos, é reduzida a energia disponível para produção leiteira levando a menor produtividade.

    Em condições de calor no ambiente, como as vacas não conseguem equilibrar sua temperatura corporal mantendo-a abaixo de 39 °C nota-se um aumento da temperatura corporal, o que se define como estresse calórico. A intensidade e duração do estresse durante o dia, e no ano, estão altamente correlacionadas às perdas leiteiras.

    Vacas estressadas podem sofrer uma diminuição de aproximadamente 20% no consumo de alimentos e 10% de eficiência alimentar (transformação do alimento em leite). Estima-se que no verão ocorre a redução de 10 a 20% na produção de leite comparada ao inverno. As perdas anuais na produção podem oscilar em rebanhos de alto rendimento de 500 a 1500 Kg por lactação. Estima-se também uma redução de 0,4 a 0,2 unidades percentuais na concentração de gordura e proteína do leite, respectivamente. Em paralelo e como resultado do estresse calórico, ocorre um aumento na quantidade de células somáticas e uma baixa taxa de concepção, ao redor de 10% em comparação a mais de 40% em inseminações realizadas no inverno. Isto prolonga o intervalo entre partos e aumenta a porcentagem de descarte por esterilidade. Em casos mais intensos, pode acarretar uma diminuição na oferta de leite promovendo até falta de estabilidade nos preços pagos ao produtor.

   Existem duas formas para resfriar a vaca no verão. A primeira é considerada como resfriamento direto, em que se resfria a vaca pela evaporação da água de sua pele, com uso de uma combinação de umidade e ventilação forçada, sem impactar na temperatura da instalação. O segundo método, é o resfriamento indireto, em que se utilizam meios mecânicos para reduzir a temperatura nas instalações sendo necessário, nesse caso, o uso de instalações fechadas. Devido à alta produção de calor, é necessário resfriar as vacas várias vezes ao dia.

   O método de resfriamento direto é o método mais comum hoje em dia, por ser relativamente barato e fácil de operar e, por ser adaptável a todo tipo de clima. O resfriamento através de umidade e ventilação forçada foi instalado e avaliado pela primeira vez nos anos oitenta em Israel e aplicam-se às vacas em diferentes setores do estábulo, incluindo a sala de espera, cochos e zonas de descanso.

   Todas as vacas do rebanho precisam de resfriamento no verão, incluindo novilhas, vacas em final de gestação e vacas produtoras durante toda a lactação. É importante instalar e operar as medidas de forma apropriada, esperando-se um aumento de 10% na produção anual e na eficiência alimentar, reduzindo assim os custos de produção. Desta forma, aumenta-se consideravelmente a renda anual por vaca e ainda melhoram às condições de bem estar destes animais.