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Cultivo protegido

    As mudanças climáticas verificadas ao longo dos últimos anos têm sido uma preocupação a mais para os agricultores. Chuva em excesso, geada fora de época, granizo, seca, entre outros fatores fazem com que a produção agrícola diminua drasticamente ou tenha perda total em alguns casos. Uma alternativa viável aos produtores rurais que desejam assegurar a produção de variedades em qualquer época do ano, independente das condições climáticas, é o cultivo protegido. Muito utilizada para produção de hortaliças e plantas ornamentais, a técnica do cultivo protegido tem se expandido no Brasil, embora ainda não haja estatísticas oficiais sobre o total da área.

    O cultivo protegido consiste em uma técnica que possibilita certo controle de variáveis climáticas como temperatura, umidade do ar, radiação solar e vento. Esse controle se traduz em ganho de eficiência produtiva, além de que o cultivo protegido reduz o efeito da sazonalidade, favorecendo a oferta mais equilibrada ao longo dos meses. O cultivo protegido mais conhecido é aquele realizado em estufas, mas pode se dar também em túneis e ripados, construídos com estruturas de madeira ou metálicas.

    No Brasil, principalmente a produção de hortaliças utiliza desse sistema. O cultivo protegido é uma realidade na produção de mudas e começa a ter mais espaço também na produção de hortifrutis. Os ganhos em qualidade e em produtividade são apontados como principais vantagens.

    Cultivar em ambiente protegido é muito mais que oferecer cobertura às plantas. A infraestrutura, por si, não proporciona todas as vantagens apontadas para o sistema. Para que a cultura se desenvolva com eficiência (alta produção, poucas perdas e melhor qualidade), alcançando os resultados esperados, é preciso que se conheçam muito bem as espécies que se pretende cultivar em ambiente protegido bem como as técnicas de cultivo para que o ambiente seja controlado de forma a atender as necessidades fisiológicas da planta.

    Antes de migrar para esse tipo de sistema de produção, o produtor deve estar capacitado a fazer o manejo correto, o qual difere do realizado em campo aberto em alguns momentos. Muitas doenças em cultivo protegido tendem a ser mais severas que em campo aberto. Na maioria das vezes, a vulnerabilidade da planta está associada à prática comum de adensamento realizada em estufas, que cria condições favoráveis a determinadas doenças. Por isso, é de suma importância o conhecimento técnico, que determinará a produtividade a ser obtida ao longo dos anos.

    Para decidir sobre a implantação de um sistema de cultivo protegido em sua propriedade, o produtor deve considerar tanto aspectos econômicos quanto técnicos que farão total diferença nos resultados. O agricultor precisa desembolsar um valor elevado para implantar uma estrutura adequada ao plantio protegido. E as vantagens devem compensar esse investimento inicial. Em primeiro lugar, nem todo hortifruti é viável economicamente em cultivo protegido. É importante escolher culturas com alto valor agregado e que sejam mais suscetíveis a adversidades climáticas – cuidados com a luminosidade, temperatura e adubação também são essenciais.  

    Assim, a contratação de um profissional que tenha conhecimento não só sobre a construção, mas a respeito de tudo que envolve a cultura – técnicas de manejo e controle do ambiente protegido – são essenciais para o sucesso desse empreendimento.