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Copa do Mundo e Agropecuária

   O Brasil está sediando a Copa do Mundo de Futebol de 2014, no período de 12 de junho a 13 de julho, em doze cidades: Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Cuiabá, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. De um lado inúmeras oportunidades, (sem considerar aqui os demais setores da economia brasileira), com foco na agropecuária, a Copa do Mundo traz benefícios e pode trazer malefícios.

   Do ponto de vista dos benefícios, a Copa traz muitas oportunidades para a agropecuária brasileira, com o aumento da demanda por alimentos e a vitrine que o setor terá em mostrar seu potencial. Para aproveitar o movimento de milhares de visitantes nos mais distantes lugares do país e promover produtos tipicamente brasileiros o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome montou pontos de venda nas cidades-sede dos jogos. Os produtos têm certificação e são vendidos pelos próprios agricultores, mostrando a riqueza da biodiversidade, dos biomas e associá-los com a competência dos produtos sustentáveis.

   Por outro lado, a Copa pode resultar em uma dor de cabeça para o setor agropecuário brasileiro. Um levantamento encomendado pela Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), mostra que os 31 países classificados para a Copa abrigam, juntos, mais de 350 pragas ainda inexistentes no Brasil. São insetos, ácaros, fungos e vírus que, se introduzidos nas lavouras, trarão prejuízos e podem até impactar a produção nacional de alimentos nas próximas safras.

   Por isso, é preciso ter um plano efetivo de combate e prevenção durante a Copa do Mundo, pois uma vez que a praga entra, por não ter inimigos naturais nem produtos registrados para o combate, seu controle é muito complicado. Nesse sentido, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA, em conjunto com as demais autoridades governamentais está realizando um grande esforço no país para este grande evento.

   Ao MAPA compete a fiscalização do trânsito internacional de produtos e insumos agropecuários em 106 pontos de controle, sendo 28 localizados em portos, 26 em aeroportos internacionais, 28 em postos de fronteiras e 24 em aduanas especiais, com dois objetivos principais: impedir a entrada de doenças e pragas no Brasil, evitando prejuízos à agropecuária nacional, e garantir a qualidade e inofensividade dos produtos brasileiros exportados.

   Em relação ao controle de cargas e mercadorias provenientes do exterior, o MAPA dispõe de norma específica com os procedimentos para importação de produtos de origem animal e vegetal, de procedência estrangeira. Para a fiscalização do trânsito internacional de passageiros, o MAPA promoveu o reforço nas equipes de servidores nos principais aeroportos internacionais e está realizando fiscalização conjunta com os demais órgãos de controle migratório.

   Esses esforços conjuntos visam impedir a entrada de pragas exóticas e dessa forma evitar problemas futuros no setor agropecuário. E assim, somaremos benefícios e faremos dessa Copa um momento único e de grande orgulho para todos nós brasileiros.