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Compactação dos solos

   A compactação dos solos é citada por muitos produtores rurais como um dos principais problemas, tanto sob o sistema de plantio direto como em preparo convencional. As plantas necessitam de uma rede de poros nos solos para que se estabeleça adequadas trocas gasosas, bem como o movimento e a absorção de água e nutrientes.

   A compactação dos solos é o aumento da densidade do solo e a redução da sua porosidade que se dá quando ele é submetido a um grande esforço ou a uma pressão contínua. O seu grau depende muito do tipo, das técnicas de manejo e da rotação de culturas ao longo do processo produtivo. De qualquer forma, mesmo em condições favoráveis, é preciso entender como este processo de degradação ocorre, para que se possa evitá-lo ou minimizar os seus impactos. Antes de tudo é preciso entender que a melhor solução é evitar a compactação, pois as técnicas de correção são muito caras e muitas vezes seus efeitos são inexpressivos.

   Existem dois tipos de compactação que tem causas e efeitos distintos, exigindo diferentes medidas de controle: a compactação superficial, que atinge aproximadamente os primeiros 25 a 30 cm do perfil do solo, e a compactação em profundidade, que pode afetar camadas tão profundas quanto 40 a 50 cm.

   A compactação superficial pode ser controlada com um correto manejo do solo, utilizando-se técnicas de cultivo mínimo ou plantio direto, associadas a uma cuidadosa rotação de culturas, com o estabelecimento de uma boa cobertura e o aumento dos níveis de matéria orgânica, de modo a promover e manter a formação de agregados do solo. A principal causa da compactação é sem dúvida o tráfego de máquinas, este fator vem se agravando com o aumento da capacidade e do tamanho das máquinas. Para minimizar o impacto do tráfego, uma das alternativas mais comuns é reduzir a pressão sobre a superfície do solo com o uso de rodados radiais de baixa pressão ou de esteiras.

   A aplicação de grandes cargas na superfície do solo pode causar a compactação em camadas mais profundas do solo, causando a compactação em profundidade. Esta compactação é ainda mais difícil de ser corrigida, pois está abaixo da profundidade de trabalho de muitos dos implementos de preparo do solo e por exigir elevado esforço de tração. Além disso, em profundidade não pode ser controlada apenas pela redução da pressão de contato sobre o solo, pois é proporcional à carga total sobre o eixo, independente de como esta carga é aplicada na superfície.

   A resposta das plantas à compactação em profundidade depende da cultura, das condições do solo e das condições climáticas ao longo de cada safra. Estas camadas compactadas em profundidade podem limitar o acesso das raízes à água em períodos de seca ou impedir a drenagem das camadas superficiais em períodos de excesso de chuva.

   Em meio a tantas causas e efeitos torna-se extremamente difícil e complexa a prevenção e o controle da compactação dos solos cultivados, principalmente quando se observa o aumento do tamanho das propriedades, a intensificação do uso dos solos e o maior porte dos equipamentos. Talvez uma das melhores alternativas à disposição dos agricultores é controlar e minimizar o tráfego das máquinas sobre as áreas de lavoura, fazendo uso do tráfego controlado.