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Avicultura de corte no Brasil

A criação de frangos de corte tomou impulso, no Brasil, no final da década de 60. A partir daí, a avicultura se consolidou graças a fatores como o clima favorável à criação, a expansão da cultura da soja e do milho e a boa receptividade do consumidor ao produto. Essa consolidação se deve, em grande parte, às exportações, que têm um papel importante no desempenho da avicultura de corte. Durante toda história do Brasil, sempre existiu uma avicultura tradicional e familiar, conhecida popularmente como produção de frango "caipira". Em geral, as propriedades produziam carne e ovos para consumo próprio, comercializando os excedentes quando possível. A integração que é o modelo largamente utilizado em todo o país, surgiu em Santa Catarina, no início dos anos 1960.

 

Nos últimos 20 anos ocorreu uma significativa mudança nos hábitos alimentares da população brasileira, com um maior consumo de proteína animal e, dentro desse item, um aumento considerável no consumo de carne de frango, que a partir de 2002 se aproximou do consumo de carne suína e bovina. Acredita-se que a qualidade do produto ofertado, a facilidade no seu preparo - importante nos dias de hoje, e um preço acessível levaram ao excepcional crescimento da participação da carne de frango. A avicultura possui uma cadeira integrada bastante complexa, que contempla desde assistência técnica aos produtores, gestão de cadeia produtiva, garantia da qualidade e biossegurança. O consumo interno de carne de frango chegou a 45 kg/hab/ano em 2012. O Brasil conquistou um espaço significativo na produção mundial de carne de frango, passando de 7% em 1990 para 15,36% em 2012, com produção de 12,6 milhões de toneladas, sendo o terceiro maior produtor mundial.

 

O principal paradigma existente nos dias de hoje é: Como a ave é produzida em tão pouco tempo? São hormônios que fazem com que o frango cresça?  Especialistas apontam que o motivo pelo qual o frango fica pronto para abate em aproximadamente 42 - 45 dias não é a utilização de hormônios, mas sim uma combinação de forte trabalho genético e alimentação balanceada. Além disso, há ainda a utilização de drogas veterinárias, que são os antimicrobianas, estas substâncias têm uso preventivo e terapêutico e são melhoradores de desempenho, uma vez que atuam na flora intestinal, favorecendo o crescimento de bactérias benéficas.

 

Na era do conhecimento e da mudança constante de valores do consumidor, custos reduzidos não serão fator necessariamente decisivo em assegurar a sobrevivência das empresas avícolas, mas sim uma mudança na forma de integração verticalizada, fazendo o produtor se sentir parte do processo, remunerando por seu trabalho de forma justa e garantindo a sobrevivência na atividade. O que valerá é o país ter uma produção sustentável, que atenda as exigências dos consumidores quanto à segurança alimentar e ao bem estar animal, mas com preço compatível a sua capacidade de compra.