Pinhalzinho

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Automação Agropecuária

     O impacto dos avanços científicos e tecnológicos nos diferentes setores da economia mundial é cada vez maior. No Brasil não é diferente e uma área particularmente importante vai oferecer novas oportunidades para o país: a automação na agropecuária. Máquinas especializadas automatizadas visam suprir a falta de mão-de-obra para atuar em diferentes atividades no campo, um cenário comum nos países desenvolvidos e que avança no Brasil.

     A automação pode e deve avançar pela agropecuária como forma de assegurar o aumento de produção e produtividade no Brasil e ainda manter e estimular o crescimento das indústrias de máquinas e equipamentos agropecuários no país. Há que se ressaltar, contudo, que não temos resultados no mercado em abundância e que é cada vez maior o interesse de empresas multinacionais nas oportunidades crescentes da agropecuária brasileira. Para quem visitou o Itaipu Rural Show, realizado em Pinhalzinho entre os dias 29/01 à 01/02, teve a oportunidade de conhecer vários sistemas automatizados, os quais destaco dois voltados a atividade da pecuária leiteira.

     Um deles é a ordenhadeira mecanizada, também conhecida como ordenha voluntária, porque são as próprias vacas que decidem o momento certo de extrair o leite. São dois os estímulos da vaca para ir até a ordenhadeira. O mais importante é o leite, o úbere vai enchendo e aquilo vai se tornando um desconforto para o animal, então ele tem que despejar aquele leite de alguma forma. O outro é a alimentação, que ela recebe toda vez que ela vem a ser ordenhada. Tudo é controlado por computadores, onde as vacas são identificadas por um aparelho chamado transponder, uma espécie de chip, que controla todas as atividades dos animais. Ao entrar na antessala da ordenha, o transponder é ativado e envia o número do animal para a memória do computador. Ele abre as informações sobre a vaca e libera a quantidade de ração que corresponde a média de produção de leite dela. Depois, o robô entra em ação. Seu braço mecânico é capaz de executar as mesmas tarefas do ordenhador. Faz a higienização e depois inicia os procedimentos da ordenha.

     Outro sistema automatizado é o aleitador automático de novilhas, trazendo mais praticidade e eficiência no manejo alimentar.  O equipamento permite calcular a quantidade de leite a ser consumido por um lote de bezerras, o leite fica a disposição delas, que escolhem a hora em que desejam mamar ao longo do dia. Ao chegar ao aleitador para mamar, o chip acoplado no brinco de identificação do animal libera a quantidade específica que o animal tem de consumir naquele momento, tendo ainda a vantagem do controle da temperatura, fornecendo o leite sempre na mesma temperatura, evitando dessa forma problemas de sanidade animal.

     Enfim, a automação irá avançar trazendo alternativas "de mão de obra" para o produtor rural brasileiro, com aumento de produtividade e potencial produtivo, porém o empecilho ainda é o alto custo de implantação, sendo necessária uma análise minuciosa do real ganho que a automação permite alcançar.