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Adubação verde

     Em um mundo cada vez mais necessitado de ações que valorizem a preservação ambiental, a adubação verde tem-se firmado como uma opção para o cultivo de variadas lavouras. Essa técnica consiste no cultivo de espécies vegetais capazes de melhorar as características físicas, químicas, biológicas e a capacidade produtiva dos solos. Essa melhoria do solo é conseguida através da utilização de material orgânico não decomposto de plantas cultivadas, através do corte das plantas, deixando-as sobre o terreno como cobertura morta ou através da sua incorporação ao solo.

     A adubação verde é uma prática milenar, com citações de dois a três séculos antes de Cristo nas civilizações grega, romana e chinesa. No Brasil, já no início do século XX, há trabalhos feitos na área mostrando seu efeito melhorador. Porém na década de 1960, com a mecanização da agricultura e o estímulo ao uso de agrotóxicos, a adubação verde sofreu grande desestímulo. Mas em função dos diversos problemas gerados pela mecanização da agricultura, com a consequente erosão e rápida degradação dos solos, e também, devido à difusão de práticas agroecológicas e do manejo orgânico, o interesse pelos adubos verdes aumentou novamente, promovendo também o interesse dos órgãos de pesquisa e de extensão rural no sentido de estimular a prática.

     A adubação verde pode ser realizada com diversas espécies vegetais. A preferência por espécies da família botânica das leguminosas está consagrada por inúmeras vantagens, dentre as quais, destaca-se a sua capacidade de fixação biológica de nitrogênio, fixando-o às plantas e solo e disponibilizando-o para as culturas subsequentes e intercalares. São também usadas como adubos verdes espécies de outras famílias, caso das gramíneas, que por terem uma maior quantidade de carbono na sua composição, se decompõem mais lentamente, propiciando uma cobertura do solo por mais tempo. Bem como são utilizadas também espécies da família Brassicaceae.

     A adubação verde é uma das principais fontes para aumentar a quantidade de matéria orgânica no solo, incrementando assim a ocorrência de microrganismos, minhocas e outros animais de porte maior e a fertilidade do solo. Para isso é preciso considerar o tipo de planta a ser utilizada para a adubação verde, a densidade de sementes, o espaçamento, a forma de semeadura (linha ou lanço), a forma de cultivo (solteira ou consorciada), os métodos de manejo e o clima da região.

     A utilização dos adubos verdes traz inúmeros benefícios, dentre os quais promove o aumento da capacidade de armazenamento e retenção de água no solo, descompactação, estruturação e aeração do solo, menor amplitude térmica na superfície do solo, fornecimento de nitrogênio as plantas através da fixação, cria condições ambientais favoráveis e introduz matéria orgânica no solo, proteção do solo contra os agentes de erosão e radiação solar, reciclagem de nutrientes, dentre outras vantagens.

     Por fim, a adubação verde contribui tanto para maior independência e perpetuação da agricultura, quanto para conservação dos recursos naturais. Busca-se a incorporação dessa prática aos sistemas de produção usuais, nas diversas realidades socioeconômicas e ambientais, promovendo uma agricultura mais sustentável.