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Adubação Biológica

   A agricultura brasileira tem obtido grandes ganhos de produtividade nos últimos 10 anos e não é à toa que o país vai produzir mais de 200 milhões de toneladas de grãos na safra 2014/15, de acordo com projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Só que estamos chegando numa crise produtiva importante e preocupante, onde os custos são maiores que a produtividade.

   A compactação, diminuição da vida e da fertilidade dos solos são problemas causados pela monocultura que prejudicam o desenvolvimento rural. Com o solo menos poroso, as raízes tendem a se manter na superfície e com isso a água disponível em profundidades maiores pode não estar acessível em períodos de seca, por exemplo. A adubação biológica é uma das alternativas que, embora não tenha resultado imediato, propicia a descompactação do solo e o repovoamento com microrganismos benéficos que podem auxiliar, inclusive, na diminuição de algumas doenças ou pragas das culturas. Com um investimento relativamente baixo por hectare é possível recuperar gradativamente propriedades físicas desejáveis.

   Um dos produtos mais utilizados e divulgados para adubação biológica é o Microgeo. Esse produto funciona como um tipo de alimento que promove a multiplicação dos microrganismos desejáveis e os estabiliza para serem levados ao campo. A produção do adubo orgânico é feita a partir de uma mistura de 15% de esterco bovino, 5% de Microgeo e água. O volume produzido na propriedade deve levar em conta a área a ser coberta pelas aplicações. A regra geral é de 300 litros por hectare, divididos em duas aplicações iguais, no inverno e no verão, sempre no período de desenvolvimento vegetativo.

   A biofábrica, como é chamado o reservatório – que pode ser desde uma caixa d’água ou mesmo um pequeno lago artificial cuja profundidade não ultrapasse 1,90 metro – deve sempre ficar em lugares com insolação direta. Após a mistura ser colocada, o produtor rural precisa esperar pelo menos 15 dias para fazer a primeira aplicação que pode ser feita com pulverizadores normais. “Laudos da Esalq e da USP comprovam que cada ml do adubo biológico pronto tem mais de 100 milhões de unidades formadoras de colônia”, acrescenta. Na primeira aplicação pode ser retirado até 70% do volume do tanque. Após a reposição de água e complementação do produto em quantidade de 2,5%, é possível fazer nova aplicação após sete dias.

   A aplicação do adubo biológico não substitui o fertilizante tradicional. Ela ajuda a deixar os elementos de uma adubação tradicional mais disponível para as culturas, principalmente no caso do fósforo. Cerca de 30% do fósforo aplicado fica disponível para a planta o restante fica indisponível. Essa atividade biológica vai disponibilizando esse elemento. É um dos grandes benefícios além da descompactação.

  Como principais benefícios e vantagens pode-se citar: aumento de até 80% na fertilidade biológica do solo; aumento de até 31% na eficiência dos fertilizantes e corretivos; aumento de até 20% na reestruturação do solo; aumento de até 120% no maior enraizamento; maior saúde das plantas; resistência maior a seca; melhor qualidade da produção; aumento da produtividade em até 18% e aumento da lucratividade em até 26%. Com isso, as vantagens ao produtor são inúmeras e a técnica é sinônimo de inovação, lucro, preservação ambiental e sustentabilidade.