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30% dos jogadores gastaram dinheiro com "Pokémon Go"

A Sua Voz

19/10/2016

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Foto: iStock

Pikachu, Bulbassauro, Charmander e todos os outros 151 pokémons da primeira geração movimentaram uma grana em terras tupiniquins. É o que afirma uma pesquisa feita visando o cenário brasileiro; de acordo com o resultado, três em cada 10 jogadores de Pokémon Go por aqui gastaram dinheiro no game.

 

O levantamento, realizado pela empresa de pesquisas Opinion Box, ouviu 1883 pessoas em agosto, mês de lançamento do jogo. 30% dos respondentes afirmaram que já tinham investido dinheiro no jogo - e outros 30% disseram, na época, que planejavam gastar uma grana com o jogo de celular.

 


Não é à toa. Dinheiro de verdade têm alto valor dentro do aplicativo. Usando um cartão de crédito você consegue comprar itens que no jogo só aparecem ao serem recolhidos em pontos espalhados pelo mapa, os chamados pokéstops. Com R$3,19, por exemplo, dá para comprar 100 pokécoins - que te garante 20 pokébolas. Normalmente, para conseguir esse mesmo montante de bolinhas você teria que encontrar quatro ou cinco pontos pelas redondezas do bairro. Bem mais demorado que um toque na tela. Quem quer gastar mais pode investir pesado; com R$389,99 dá para comprar 14.500 moedas, o valor equivale a 275 incensos (item que, por meia hora, atraí pokémons para perto de seu personagem).

 

E não pense que isso é pouco dinheiro. O site Money Nation estimou que, contando só as transações internas, o game gera 3 milhões de dólares por mês (cerca de R$ 9,5 milhões). No acumulado desde o lançamento, de acordo com a analista de aplicativos Sensor Tower, acredita-se que o jogo já tenha gerado mais de 440 milhões de dólares (R$ 1,4 bi) - quase o dobro do que o último Caça-Fantasmas conseguiu arrecadar mundialmente.

 

A pesquisa, que tem 2,3 pontos percentuais de margem de erro, ainda afirma que o jogo tinha mais treinadoras do que treinadores. 52% do público era formado por mulheres. Dale, Misty. Chora, Ash.

 

Fonte: Superinteressante