Pinhalzinho

33º

24º

Maravilha

32º

23º

São Miguel do Oeste

32º

23º

Chapecó

31º

23º

O verdão que conquistou a Série A e coração dos torcedores

A Sua Voz

01/06/2016

___________________________________________________________________________________________

Guilherme, jogador das categorias de base da Chapecoense (Foto Divulgação)

Fundada em maio de 1973, a Associação Chapecoense de Futebol foi escrevendo sua história em etapas, cada uma delas marcava um novo rumo para o pequeno time do interior. O verdão começou pequeno, tímido, mas mostrou muito potencial e chegou na “elite do futebol” brasileiro.  A equipe de camisa verde e branca surgiu em uma década de futebol amador na região, quando os poucos times do Oeste não tinham perspectivas de crescimento para o patamar profissional do esporte.

 

Na época, alguns desportistas de Chapecó, apaixonados pelo futebol, decidiram se reunir para criar um time profissional, o qual não representaria apenas Chapecó, mas toda região Oeste. A equipe surgiu da união dos clubes Atlético Chapecó e Independente. No mesmo ano foi formada a primeira diretoria da Associação. Com uma arrecadação baixa, muitos entravam em campo somente pelo amor a camisa.

 

Logo em seguida, foi montada a primeira equipe profissional, treinada por Gomercindo Luiz Putti, e dirigida por Vicente Delai. O time foi composto pelos jogadores Beiço, Schú, Zé Taglian, Bonassi, Pacasso, Minga, Casquinha, Albertinho, Caibí, Eneas e Zé. Já o primeiro jogo profissional foi contra o São José de Porto Alegre, e a vitória veio para a Chapecoense, pelo placar de 1 a 0.

 

A história do clube começava bem, e naquele mesmo ano um empate com o Avaí – um dos times mais renomados do Estado, fechou o ano glorioso com chave de ouro. As competições mostravam que o verdão do oeste “tinha futuro”, e que o amor pela camisa e garra em campo davam resultado.

 

De time do interior para Série A

 

Ainda na década de 70, o Verdão mostrou um bom jogo, e teve um grande marco em sua história - a entrada para Série A, em 1978. A chave para “elite do futebol” brasileiro veio depois de uma campanha com 46 jogos, 26 vitórias, 12 empates, oito derrotas, e com 72 gols marcados o título de campeão, no Campeonato Catarinense de Futebol de 1977. A vitória na grande final foi contra o Avaí, por 1 a 0.

 

Com a conquista, o Verdão chegou a disputar o Campeonato Brasileiro da Série A, por dois anos – em 1978 e 1979, ficando com a 51ª e 93ª colocação, respectivamente. Nos anos seguintes a Associação conquistou inúmeros títulos estaduais, mas nenhum que garantisse retorno à Série A. Em 2008, a Chape disputou pela primeira vez a Copa do Brasil, segunda competição mais importante do futebol brasileiro. Em 2009 o Verdão ganhou a “chave” de acesso à Série D, do Campeonato Brasileiro de Futebol, e no mesmo ano, com a classificação, passou à Série C, competição que começou a disputar em 2010.

 

Em 2013, veio o direito de disputar a Série B, e no mesmo ano a classificação para a Série A, a qual voltou a ser disputada pela Chapecoense oficialmente em 2014. A equipe findou o ano de 2014 com o objetivo alcançado, ganhar experiência no “futebol de elite”, e se manter na Série A. Em 2015, o foco foi montar um elenco forte para o Brasileirão, e a permanência na Série novamente foi conquistada.

 

A Chapecoense não é só o mais vitorioso e estruturado time de futebol do Oeste de Santa Catarina, ano após ano, vem também impondo sua força sobre os grandes clubes do Brasil. O verdão está entre os três únicos times do interior que disputam o Brasileirão, e vale aqui destacar já goleou grandes times na Arena Condá.  

 

O jornal A Sua Voz apresenta uma pauta especial para os apaixonados por futebol, especialmente pelo verdão do oeste. A matéria traz um histórico da Chapecoense, e também fala sobre a trajetória de três jovens de Pinhalzinho que integram as categorias de base

 

Reforços para 2016

 

Para 2016, a Associação Chapecoense apresentou novos reforços, com a chegada de Follmann, Filipe, Demerson, Sergio Manoel, Canela e do Arthur Maia. “Estamos atentos ao mercado, surgindo oportunidades vamos reforçar o grupo, pois o Campeonato Brasileiro é difícil”, destacou o diretor de futebol Mauro Stumpf.

 

Neste ano, a Chapecoense já conquistou mais um título de campeão estadual, um momento considerado muito especial para a equipe. “Sabemos que no Brasileiro a exigência é outra. Estamos com os pés no chão, sabendo das dificuldades. É bacana sermos uma das três equipes na competição que não são da capital, é a mostra de um trabalho competente que toda a diretoria faz”, complementa Mauro. O primeiro objetivo no Brasileirão é chegar aos 45 pontos, e garantir a permanência na Série A, para 2017. Conquistada está colocação, a equipe deve correr atrás de mais pontos e melhorar o desempenho no campeonato.

 

Outra disputa importante em andamento é a Copa do Brasil. Neste ano, o Verdão quebrou um tabu, e pela primeira vez chegou na terceira fase da competição. “Agora vamos enfrentar o Atlético (PR), e, quem sabe, avançar ainda mais dentro da Copa do Brasil”, finaliza Stumpf.

 

Equipes base apresentam novos talentos

 

A Associação Chapecoense de Futebol trabalha ainda com as escolinhas de futebol, e equipes de base – sub 11, sub 13, sub 15, sub 17, e sub 20. Os novos rostos vêm mostrando talento em campo, e aos poucos vão se preparando para o futuro profissional no futebol. Entre as equipes de base, estão três jovens de Pinhalzinho, Igor Rempel Heinen, Pedro Antônio Dal Piva Galina, e Guilherme Halmenschlager Kerckhoff      , que nesta semana contam um pouco sobre a trajetória no futebol.

 

“Quero ingressar na equipe profissional”

 

Igor tem 18 anos e conta que desde criança convivia no meio futebolístico, já que o pai Aristeu sempre jogou futebol, assim como grande parte da família. Logo que atingiu a idade necessária para ingressar nas escolinhas de base de Pinhalzinho, Igor teve a inscrição feita pelo pai. “Primeiro eu jogava futsal, porque ainda não tinha futebol de campo para crianças. Quando tinha aproximadamente oito anos, consegui ingressar no futebol de campo. Com os treinamentos e ensinamentos, dos meus professores Israel (Mita) e Rodrigo (Chip), percebi que era o futebol que eu pretendia buscar como profissão”, relata.

 

Igor continuou jogando em Pinhalzinho, e aos 15 anos teve a oportunidade de fazer um teste para as categorias de base da Associação Chapecoense de Futebol. O talento do atleta chamou a atenção da equipe técnica, e abriu portas para que o jovem ingressasse nos times de base do Verdão. “Nesta trajetória foi fundamental o apoio incondicional de meus pais, minha irmã, e amigos. Este apoio é o que me faz lutar para conquistar meu sonho e me tornar um excelente profissional dentro do futebol”, destaca Igor.

 

Para tornar o sonho realidade, Igor destaca a importância de buscar o crescimento dentro do futebol, com muita dedicação, especialmente na alimentação e treinamentos. “Tenho uma alimentação balanceada, e os treinamentos se dão de forma intensa, com dois turnos diários, os quais podem ser diversificados por academia”, destaca. A meta para os próximos anos é ingressar na equipe profissional do Verdão.  Sobre o futebol, Igor reforça: “É um amor, do qual tenho admiração diante das coisas que ele pode proporcionar a inúmeras pessoas, seja por trabalhar nessa área ou por torcer por algum time que lhe traga alegrias. Une as pessoas, independentemente de raça, crença”.

 

“Meu primeiro objetivo é subir de categoria”

 

Guilherme, 17 anos, sempre foi incentivado pelos pais e pelos treinadores enquanto jogava em equipes de Pinhalzinho. O amor pelo esporte de campo vem desde a infância, e conforme ele, essa paixão pelo futebol é herança de família. O pai, assim como o avô sempre jogaram futebol, e foi neles que Guilherme se espelhou. 

 

“Lembro quando meu pai treinava a Pinhalense, todo treino eu estava lá, batendo bola com os jogadores. Comecei no futsal logo cedo, com uns quatro anos de idade, sempre treinei com uma ou duas categorias acima da minha. Ainda no futsal, em 2008, quando tinha nove anos, por indicação Israel (Mita) fui jogar no Colégio Marista de Chapecó, aonde joguei entre os anos de 2008 a 2012, e no primeiro ano que joguei, fui campeão do Campeonato Estadual. Logo depois, com 10 anos comecei a treinar futebol de campo”, relata.

 

O talento em campo foi sendo aperfeiçoado, em 2013, aos 14 anos, Guilherme passou no teste para ingressar nas categorias de base da Chapecoense, onde permanece até hoje. Entre os títulos que ele colecionou no futebol, ele destaca ter ficado campeão dos Joguinhos Abertos de Santa Catarina; Vice-Campeão do Mundial Escolar; e o título do Campeonato Catarinense, inédito para as Categorias de Base da Chapecoense em 2015.

 

Para se manter na carreira, e aperfeiçoar a técnica com o futebol, Guilherme tem dois treinos diários  e também precisa se atentar a alimentação. “A profissão exige isso, eu estou concorrendo com vários jovens no Brasil e no Mundo, que tem o mesmo sonho que o meu - ser jogador de Futebol,” destaca. O primeiro objetivo do jovem atleta é subir de categoria, e já em 2017 estar atuando no sub-20.

 

“Meu sonho é um dia jogar na Europa”

 

Pedro tem apenas 16 anos, e 12 anos de paixão pelo esporte de bola. Ele conta que começou jogar aos quatro anos, nas escolinhas de base de Pinhalzinho, com o professor Israel (Mita). Apresentando um bom desempenho, Pedro acabava sempre treinando com algumas categorias acima de sua idade. Aos nove anos, ele já foi jogar para a equipe do Colégio Marista de Chapecó, e já no primeiro ano voltou para casa como título de campeão estadual.

 

Em 2010, Pedro retornou para Pinhalzinho, e em 2011 passou a fazer parte do projeto dos professores Mita e Rodrigo (Chip), quando colecionou mais títulos, desta vez como campeão regional do Moleque Bom de Bola e Jogos Escolares de Santa Catarina– Jesc. Em 2012, Pedro disputou a Taça Saudades, ainda fazendo parte do projeto dos professores Mita e Chip.

 

O bom desempenho da equipe no evento de categorias de base abriu postas para os treinadores e atletas. Chip foi convidado pela Associação Chapecoense para treinar categorias de base, e na época levou alguns atletas de Pinhalzinho para fazer parte das equipes de base do Verdão. Pedro foi um dos convidados para treinar na Chapecoense, e logo aceitou o convite. Para ele, o título mais expressivo conquistado com a camisa verde e branca foi o Campeonato Catarinense, em 2015.

 

Os pais mesmo sem muito vínculo com o futebol sempre apoiaram Pedro, mas foi seu avô, Eloy Dal Piva, que lhe deu a primeira chuteira, e também foi fundamental para que o jovem investisse na carreira de jogador. Pedro comenta ainda sobre a rotina intensa de treinos, e alimentação balanceada, na busca do sonho de ser profissional de futebol. “A minha meta é subir para o time profissional, evoluir no futebol, e quem sabe um dia jogar na Europa”, finaliza. 

 

Fonte: A Sua Voz - Carine Arenhardt