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Jovens de Pinhalzinho e Nova Erechim se tornam promotores

05/10/2018

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Na última semana, dois novos promotores da microrregião foram empossados em cerimônia que ocorreu em Florianópolis. A pinhalense Mariana Mocelin e o novaerechinense Thiago Ferla estavam no grupo de 14 promotores que foram empossados depois que foram aprovados no 40° Concurso de Ingresso na Carreira.

 

Thiago Ferla atuará como Promotor de Justiça substituto da 2ª circunscrição do Ministério Público, com sede na Comarca de Blumenau. Já Mariana Mocelin será Promotora de Justiça substituta da 9ª circunscrição do Ministério Público, com sede na Comarca de Concórdia. A nossa reportagem conversou com os dois novos integrantes do MP de Santa Catarina na última semana, quando os mesmos ainda estavam em treinamento para assumir os postos nas suas comarcas.

 

THIAGO FERLA: “Toda luta exige sacrifícios”

O novaerechinense que saiu de casa com 21 anos conta que passou por muitas coisas até chegar a posse de promotor. Hoje, com 34 anos, Thiago diz que abriu mão de muitas coisas para se dedicar aos estudos. “O caminho até a aprovação no concurso é árduo. É preciso passar por provações e privações de toda ordem. Desde a formatura no curso de Direito até hoje passaram cerca de 9 anos. Posso dizer, com segurança, que pelo menos 6 foram dedicados aos estudos específicos para a prova do Ministério Público. E isso significa abrir mão de muita coisa. O que mais dói é o tempo que deixamos de passar com a família e os amigos. Mas toda luta exige sacrifícios. Graças a Deus a recompensa sempre vem”.

 

Durante sua faculdade de direito, Thiago já inicio estágios no Ministério Público e Poder Judiciário. E foi a partir dai que começou despertar no jovem, a vontade de ser promotor. Ele conta que por mais relevantes que sejam todas as atividades jurídicas, as funções do Promotor de Justiça despertaram um interesse especial, que só foi aumentando com o passar dos anos de estudo. “Quanto mais eu entendia o trabalho do Promotor, mais certeza ia tendo sobre a vontade de ser um”, conta ele.

 

Muita coisa passou pela cabeça do novo promotor no dia de sua posse. Thiago, inclusive, teve a honra de representar os colegas e fazer o discurso de posse da turma. “Foi a coroação de anos de dedicação. Durante a cerimônia, um filme passa pela nossa cabeça. Hoje estou com 34 anos. Posso dizer que esse foi o momento mais marcante na minha carreira profissional até hoje”.

 

O novaerechinense lembra que a partir de agora, como o nome próprio de sua profissão diz, irá lutar para promover a justiça. “Pretendo honrar o compromisso que assumi de lutar para que os direitos de todos sejam respeitados. Atualmente vivemos um momento em que se criam muitas leis, mas temos dificuldade em vê-las cumpridas. Como Promotor de Justiça, vou trabalhar para que se façam cumprir os direitos e os deveres previstos na Constituição”. 

 

Sobre objetivos futuros, Thiago diz que o sonho de ser promotor de justiça foi alcançado e que o seu desejo, a partir de agora, “é ter sucesso no desempenho das funções”.

 

MARIANA MOCELIN: “Agora é hora de arregaçar as mangas e trabalhar”

Para a pinhalense Mariana Mocelin, o dia da sua posse como promotora foi a realização de u sonho. Além disso, em conversa com a reportagem do Jornal A Sua Voz, ela lembra que o momento da posse também marcou o fim de uma longa caminhada de estudos e dúvidas. “Acreditar em si mesma foi uma tarefa árdua. Para mim, o ato de assinatura do termo de posse e a entrega da beca pelos meus pais foi muito emocionante”, relembra.

 

Ela comenta que a identificação com as atribuições do Ministério Público foi cultivada no decorrer dos anos de estudos para concurso público. Depois de terminado o curso de Direito, ela ainda não tinha certeza sobre o rumo da sua vida profissional. “O ideal de promover a transformação da realidade social, na busca de um mundo mais justo e harmonioso, me vez desejar ser Promotora de Justiça”, recorda Mariana.

 

Até chegar o grande momento da posse, Mariana também conta que foram anos de estudos que exigiam muita paciência, dedicação e disciplina, pois a caminhada foi mais longa que o planejado. Ainda na universidade, ela passou no concurso para técnico judiciário auxiliar do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, trabalhando cinco anos na Comarca de Palmitos. Na sequência, se mudou para Florianópolis, onde teve a oportunidade de ser assessora jurídica da Desembargadora Sônia Maria Schmitz por quase cinco anos. De acordo com ela, foi um período de muito aprendizado.

 

“Nos últimos sete anos, estudei incansavelmente, prestando concursos para Promotor de Justiça no Paraná, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e São Paulo, onde fui até a última fase do concurso, mas não passei por um décimo. Enxugadas as lágrimas, retornei aos estudos, com a honra de passar em um dos mais respeitáveis do Ministério Público do país, que é o de Santa Catarina”, comemora a pinhalense.

 

Para Mariana, a sua missão a partir de agora é de cumprir o que prometeu na cerimônia da posse: servir com lealdade e honradez ao Estado e ao Ministério Público Catarinense, exercendo com  retidão as funções do cargo e cumprindo a Constituição do Brasil e as leis.  Para isso, ela não tem dúvidas do que é preciso fazer de imediato: “É hora de arregaçar as mangas e trabalhar. Temos desafios imensos no Brasil. O estudo faz parte do dia a dia dos operadores do Direito, diante das atualizações legislativas e projetos da instituição”.