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Fotografia é eternizar momentos

A Sua Voz - Carine Arenhardt

17/08/2016

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Foto: Carine Arenhardt

Você qual o significado da palavra fotografia? É a técnica de criação de imagens por exposição luminosa, ou a arte de “desenhar com luz e contraste”. Bom, esta é a parte teórica, mas na prática a fotografia pode muito bem ser definida como a prática de eternizar momentos. Quem nunca ficou saudosista ao olhar uma foto antiga? As pessoas, ou pelo menos a maioria delas, adoram lembrar-se de bons momentos, portanto a técnica de guardar/materializar acontecimentos parece uma ótima ideia.

 

E quem nos conta um pouco sobre esta “arte” é a fotografa Adriana Koller, nossa personagem da matéria em homenagem ao Dia Mundial da Fotografia, comemorado no próximo dia 19. Adriana, 32 anos, começou a trabalhar com fotografia há três anos. Ela conta que sempre gostou de fotos, principalmente depois da chegada dos filhos, seus primeiros “modelos fotográficos”. “Fotografava muito meus filhos, e alguns amigos começaram a pedir para que eu fotografasse para eles, até que a fotografia virou profissão”, conta.

 

Em 2011 Adriana comprou sua primeira câmera profissional, realizando um sonho antigo, e fez o primeiro curso de fotometria (medição de luz), em Brusque. Na época, ela ainda trabalhava como técnica em segurança de trabalho, mas a rotina corrida e de muitas viagens fez com que Adriana repensasse sua carreira profissional. Após ficar 20 dias em Brasília, a trabalho, veio a decisão de investir mais na fotografia e ficar mais perto dos filhos.

 

Adriana buscou capacitação e “se jogou de cabeça” na nova profissão.  O resultado foi ótimo, ela passou a conquistar clientes novos a cada dia, e hoje tem uma agenda cheia. Nada de muita foto posada, Adriana gosta mesmo é de fotografar com “movimento”, colocando as pessoas em cenários e momentos naturais. O objetivo é evidenciar melhor o cotidiano do cliente, e fazer com que ele se sinta a vontade. O resultado final são fotografias lindas, com muitos sorrisos, expressões, abraços e cenários naturais.

 

Um dos diferenciais é o atendimento direto na casa do cliente, o que também objetiva deixar a pessoa mais a vontade na hora de fazer a foto, principalmente em ensaios familiares ou com crianças pequenas.  Para Adriana, um fotógrafo precisa trabalhar com humanidade, se envolver com a pessoa que está em frente às lentes, estar em sintonia e com a mesma energia. A paixão pela fotografia também fez com que ela pensasse de maneira diferente na definição de valores, optando por preços mais acessíveis. “O meu grande público são pessoas que buscam fotografia porque realmente gostam e valorizam esses momentos, se unir a valores acessíveis, tudo fica mais leve”, afirma.

 

 

Mercado que cresceu

 

Os adultos, principalmente os mais velhos, sabem muito bem o que é ter dificuldade em encontrar fotografias de quando eram crianças. Bom, retratos não eram tão comuns há 30, 20 ou até 10 anos atrás. Hoje com a chegada de novas tecnologias, principalmente os celulares com câmera, as crianças são os alvos favoritos das mais diversas lentes.

 

E embora grande parcela da população tenha uma câmera em casa, principalmente no celular, a fotografia profissional não perdeu espaço, ao contrário foi muito valorizada nos últimos anos. Adriana garante que o mercado tem uma demanda crescente, principalmente quando se trata de gestantes e crianças.

 

“Hoje as pessoas tem uma rotina tão corrida que elas sentem necessidade de registrar, de guardar, bons momentos, principalmente aqueles em família. Muitas vezes, um ensaio de foto representa um dos poucos momentos em que toda família está reunida”, relata. 

 

Projetos sociais

 

Um dos trabalhos inovadores, feitos através da fotografia, já beneficiou diversas famílias que tem filhos estudando em uma escola infantil de Pinhalzinho. Adriana participou neste ano de um projeto na Escola Pedro Simon, onde fotografou mães e pais com os filhos, em momentos de brincadeira e aprendizado.

 

A fotógrafa vai repetir esta ação com três creches do município, para o Dia das Crianças, em outubro, e também estuda um projeto para fotografar alunos da Apae.  O objetivo? Trabalhar o lado humanitário da fotografia e sua missão de registrar os bons momentos.