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Em 11 anos, número de produtores rurais caiu 12,8% em SC

02/08/2018

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Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o número de produtores rurais em Santa Catarina caiu 12,8% nos últimos onze anos, passando de 571.522, em 2006, para 497.823 em 2017. A queda é causada, principalmente, pela diminuição da presença de jovens no campo que, neste período, caiu 38,7%. A área rural está mais velha, registrou crescimento de 56% no número de produtores acima de 55 anos.

 

A diminuição fica ainda mais considerável quando comparada com 1975, primeiro ano em que o IBGE apurou o número total de trabalhadores rurais. Naquele ano, o Estado tinha 858.734 agricultores contra os 497.823 atuais, ou seja, a queda em 42 anos foi de mais de 40%. Especialistas apontam dois eixos centrais como causa: a diminuição da taxa de natalidade e o êxodo rural. Os dados fazem parte do Censo Agro, extensa pesquisa do IBGE que apura informações sobre a produção rural.

 

Confira a variação por faixa etária (2006-2017):

 

-25 anos: -38,1%

25-35 anos: -39,4%
35-45 anos: -41,49%
45-55 anos: -6,93%
55-65 anos: +22,12%
65+ anos: +33,91%

 

Outro dado que ajuda a entender o novo perfil do produtor rural é o número absoluto de estabelecimentos agropecuários. Cada estabelecimento corresponde a uma unidade produtora, como uma fazenda, por exemplo. Eram 206 mil estabelecimentos em 1975, passaram para 193,6 mil, em 2006, e para 183 mil, em 2017. Ou seja, 10,6 mil estabelecimentos deixaram de existir nos últimos onze anos. A queda, segundo o IBGE, pode representar um pequeno aumento da concentração de terras, principalmente pela anexação de territórios de quem ficou no campo e acabou "herdando" área de quem saiu.

 

Mecanização

 

O Instituto também mensurou a participação do maquinário no agronegócio catarinense. Em 1975, havia 15.641 tratores, número que pulou para 69.884 em 2006, e para 108.374 em 2017. O avanço da tecnologia sobre áreas rurais é uma realidade constante e crescente, e tem sido fator importante para o crescimento da produtividade. Além disso, o aumento do maquinário permite ao agricultor desenvolver outras áreas de produção.

 

Nesse sentido, a floresta de pinus é destaque. Ideal como matéria-prima para produção de celulose, a cultura cresceu mais de 470% desde 1975, em detrimento de áreas destinadas a pastagens naturais, fruticultura e lavouras tradicionais. A área passou de 194 mil hectares para 918 mil hectares nestes 42 anos.

 

Outro setor que ganhou muita relevância com o desenvolvimento tecnológico foi a criação de animais. O número de bovinos nos últimos onze anos cresceu 16%, com aumento considerável na produção de leite: passou de 1,3 bilhão de litros em 2006 para 2,83 bilhões de litros em 2017. O número de suínos cresceu 22,1% no mesmo período: passou de 6,5 milhões de cabeças para 8,4 milhões de cabeças. E o de aves caiu, de 179 milhões para 168 milhões de cabeças.

 

Houve aumento significativo também nas terras arrendadas em Santa Catarina. Comparando com o Censo de 2006, o número de estabelecimentos deste tipo subiu 18,77%, enquanto a área cresceu 46,27%, indicando que quem já tinha terra nessas condições provavelmente aumentou a área de arrendamento.