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Deputada Luciane lembra os 117 da primeira deputada estadual

12/07/2018

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Se hoje as mulheres enfrentam dificuldades para participarem da política e serem eleitas, é difícil imaginar os desafios e o duro caminho para uma mulher, negra e nascida longe dos berços tradicionais da política catarinense, ocupar uma cadeira no parlamento catarinense em 1934 (apenas dois anos após o direito ao voto ser conquistado pelas brasileiras). 

 

A primeira deputada eleita em Santa Catarina e a primeira mulher negra eleita no Brasil completaria 117 anos de idade nesta quarta-feira, 11 de julho. Antonieta de Barros entrou para a história, mas o presente deve muito à memória da professora, jornalista e escritora. A avaliação é da também professora e deputada estadual Luciane Carminatti, que enquanto coordenadora da Bancada Feminina, promoveu na última semana ações de homenagem à ex-parlamentar. 

 

Além da troca simbólica da foto de Antonieta de Barros na Galeria Lilás - espaço que abriga as fotos de todas as 12 mulheres eleitas deputadas estaduais na história de Santa Catarina -, integrantes da Associação de Mulheres Negras Antonieta de Barros (AMAB) estiveram na Assembleia Legislativa para homenagear e relembrar a história da mulher que pode ter sido a primeira negra eleita na América Latina.

 

Luciane, que coordenou a Bancada Feminina da Alesc até 4 de julho, também está se dedicando a outro aspecto para preservar a memória de Antonieta: a restauração do seu túmulo no Cemitério São Francisco de Assis (Itacorubi), em Florianópolis. "O projeto é da AMAB e cabe a nós, parlamentares, reforçar o pedido ao governo de SC para que garanta o recurso necessário. Antonieta é uma figura histórica fundamental da educação, da política, do feminismo e do movimento negro catarinense, mas que, por muitos anos, amargou esquecimento. É essencial resgatar e manter a memória de Antonieta viva entre os catarinenses", sintetiza a deputada.