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Caminhoneiros ajudam jovem com paralisia cerebral

10/10/2018

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Arthur Ferreira de 23 anos, morador de Xanxerê – SC, nasceu com Paralisia Cerebral. A mãe Eleandra Ferreira se divide entre cuidar dos afazeres de casa, do Arthur e das consultas médicas. No início, o tratamento era custeado pelo SUS, mas devido a demora, a mãe resolveu ir adiante e pagar um tratamento na rede privada. Remédios, exames, eletros, tomografia e consultas com neuro e ortopedistas, estão na lista dos tratamentos que Arthur precisa.  A mãe faz de tudo para que o filho viva bem. “Não posso trabalhar porque preciso cuidar dele. Vivemos com o salário que ele recebe. E uso para pagar as consultas e remédios por que não quero que ele sofra dor e no SUS tudo demora. Estou tentando alguns medicamentos via judicial, mas ainda não obtive resposta”, desabafa dona Eleandra, mãe do Arthur.

 

Não é fácil para a família encarar essa luta, mas o Arthur tem uma força muito especial de Deus, em primeiro lugar, e pelos dos caminhoneiros. Sim, ele adora caminhão. E é sobre essa paixão que vamos contar. Nascido em uma família de caminhoneiros, Arthur logo pegou gosto pela coisa. Como seu passatempo é ficar navegando na internet, ali ele fez muitos amigos do volante. Um deles é o pinhalense Cleberson Gatto. “Conheci ele pelo Facebook. Sempre apaixonado por caminhões. Toda semana damos uma paradinha lá para ver ele, tirar fotos para ele postar nos grupos, mas especialmente para motivar mais pessoas a ajudá-los”, comenta o motorista.

 

Os amigos da estrada ajudam a família com fraldas, leite e frutas e quando podem, financeiramente também. “Ajudamos em dinheiro quando precisam de remédios, consulta ou exames, pela questão de que não podem esperar pelo SUS. Quem quiser ajudar, pode ir conhecer a família, ele vai ficar muito feliz”, recomenda Cleberson.

 

A história do Arthur ficou conhecida através de uma reportagem feita pelo Canal Ideal, uma Web TV. “Através deles foi possível apresentar a história do Arthur e quem sabe conseguir mais ajuda para a família. Estamos muito gratos”, ressalta Cleberson.

 

Por tudo que passamos, sempre tiramos uma grande lição. Cleberson já tem a dele: “Com esse meu irmão aprendi a valorizar mais a vida com a vontade dele de viver. Se contenta com tão pouco e fica tão feliz quando paramos para visitá-lo. Entendi que não precisamos correr atrás de tanta coisa para ser feliz e que temos que valorizar as pessoas que estão próximas a nós”, finaliza o caminhoneiro.

 

Toda vez que passa por Xaxim, Cleberson dá um toque na buzina do caminhão e um no coração do Arthur, que certamente faz toda diferença para esse jovem rapaz.