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Piso estadual ficará 16,5% superior ao mínimo brasileiro

Assessoria

22/02/2018

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Reajuste do mínimo catarinense atingirá mais de um milhão de trabalhadores, afirma Dresch

 

Os deputados aprovaram no plenário do Legislativo, nesta quarta-feira (29), o PLC 01/2018, que garante reajuste de 2,95% nas quatro faixas que compõem o salário mínimo regional catarinense. Com isso, os valores das quatro faixas salariais do piso estadual vão variar de R$ 1.110 a R$ 1.271. Os reajustes serão retroativos a 1º de janeiro de 2018. Com a valorização, o piso salarial catarinense ficará 16,5% superior ao salário mínimo brasileiro, reajustado para R$ 954 em janeiro deste ano pelo governo Temer.

Mesmo o piso regional valendo apenas para os trabalhadores sem representação sindical, o mecanismo se tornou a principal referência nas negociações coletivas em Santa Catarina. "Nossa estimativa é que mais de um milhão de trabalhadores catarinenses sintam no bolso essa medida", afirmou o deputado Dirceu Dresch (PT), lider da Bancada do PT.

Na tribuna, o parlamentar destacou a capacidade de negociação por parte dos representantes dos trabalhadores. "As centrais sindicais defendiam um reajuste maior, mais justo ao trabalhador, mas foi o possível no processo de negociação, que o Legislativo precisa respeitar. O valor é superior ao IPCA que mede a inflação", apontou Dresch

Quatro faixas salariais - Com a aprovação do projeto, a primeira faixa salarial do piso mínimo catarinense passa de R$ R$ 1.078para R$ 1.110 ; a segunda faixa, de R$ 1.119 para 1.152; a terceira faixa subiu de R$ 1.179 para 1.214; a quarta faixa salarial passou dos atuais R$ R$ 1.235 para 1.271.

Mais poder de compra - Conforme Dresch, o reajuste do salário mínimo catarinense contribuirá com a economia do estado . "Quando aprovamos a lei do Piso Regional, em 2009, defendemos esta tese e os resultados comprovaram: quando o trabalhador ganha, toda a sociedade ganha. São mais recursos circulando na nossa economia, trazendo benefícios ao setor patronal e à arrecadação do Estado. Promove a melhoria da distribuição de renda e diminui desigualdades. Felizmente, estamos na contramão das ações do governo federal que tiram direitos dos trabalhadores, que quer destruir a previdência social, açõe que estão resultando na diminuição do poder de compra da famílias, com reflexo na retração da economia".